É preciso admitir que 2018 não foi um ano fácil para investidores. Com o País passando por uma crise econômica, as apostas no mercado foram adiadas para um momento mais seguro. E, ao que parece, esse momento chegou, já que o mercado imobiliário voltou a apresentar sinais de reaquecimento em 2019. De acordo com estimativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), as vendas e os lançamentos de imóveis residenciais no País devem crescer de 10% a 15% este ano. E para mulheres que não têm pressa em colher os frutos, adquirir imóveis é uma lucrativa opção de investimento disponível no mercado.

Com esse cenário positivo, muitos investidores estão apostando no mercado imobiliário como maneira de fechar bons negócios e ainda garantir uma renda extra no fim do mês. O importante é avaliar o objetivo da compra, o prazo de retorno e o momento econômico mais propício. De acordo com a executiva Angelina Carvalho, diretora do grupo Urbs Imobiliária, quando feita com cautela, a aquisição de imóveis tem possibilidades de retorno maior do que uma aplicação no mercado financeiro.

“As mulheres costumam ser investidoras mais conservadoras. Por isso, o mercado imobiliário é uma excelente aposta. Quando você faz uma boa pesquisa, o investimento é certo, com valorização e rentabilidade. Então, é possível ter uma renda extra todo mês, com o aluguel do seu imóvel, sabendo também que, dependendo da região, o local está valorizando ao longo dos anos”, diz.

Para a profissional, o imóvel é uma garantia real do investimento, o que agrada a maioria dos brasileiros. “É algo seguro; afinal, você tem aquele bem, aquele patrimônio físico. Isso quer dizer que, apesar da economia instável do País, na pior das hipóteses, você tem um imóvel, que pode gerar renda e, inclusive, garantir o futuro dos filhos, uma preocupação muito comum entre as goianas que investem.”

Ao decidir adquirir um imóvel, a primeira coisa a pensar é quanto se quer gastar. “O interessante é você ter capital suficiente para fazer uma boa compra, já que, falando de investimentos, um financiamento longo não é o mais indicado. Procure por um imóvel com previsão de valorização. A rentabilidade mensal é ótima, mas saber que o imóvel vai valorizar é muito importante. Compare também se vale investir mais em residencial ou comercial. Ambos têm suas vantagens e desvantagens, dependendo da intenção do investidor.”

Meus imóveis

A especialista em desenvolvimento humano Karina Duarte, de 43 anos, recentemente comprou um apartamento. Segundo ela, a aquisição aconteceu em função do novo estilo de vida, que incluía a necessidade de um local mais centralizado e mais compacto. Karina escolheu um apartamento que, embora fosse usado, estava em excelentes condições. Para realizar a compra, buscou apoio de um corretor de imóveis que, segundo ela, teve papel muito importante para que a aquisição fosse bem-sucedida.

“Ainda hoje o investimento no imóvel é seguro, até porque ele dificilmente desvaloriza. Mesmo que, em um momento de crise, você não consiga vender rápido, o local ainda pode ser alugado ou usado como entrada para algum outro investimento. Além disso, comprar um imóvel é um tipo de investimento forçado, pois, com o dinheiro em mãos, você pode acabar gastando sem perceber. Em um imóvel, o seu dinheiro está guardado, seguro e valorizando.”

Para Marta Reis, 49, medo é uma palavra que não existe quando o assunto é fazer investimentos no mercado imobiliário. “Já comprei uma casa, um lote e uma chácara, e pretendo adquirir um apartamento”, conta. Apesar de nenhuma das aquisições ter sido à vista, a empresária sempre optou por entradas maiores para evitar financiamentos muito longos.

Inicialmente, a ideia com a aquisição do lote era a construção da casa própria, mas, avaliando melhor a oportunidade, ela achou mais interessante comprar a casa pronta, que já atendia a todos os desejos da família. “Me desfazer do lote nunca foi uma opção”, garante.

Já a administradora Nancy Claudina Mota, 55, tem no DNA a prática de investimento no mercado imobiliário. “Aprendi a pensar no futuro e a investir em imóveis com a minha mãe, desde os 17 anos. Agora, já estou orientando o meu filho, hoje com 33 anos, a fazer o mesmo.” Depois de ter boas experiências com investimento em imóveis residenciais para alugar, ela optou por apostar também nos empresariais. Nancy é proprietária de uma sala comercial. “Comprei para investir e ter rentabilidade”, pontua.

“É um investimento seguro, um patrimônio. O imóvel residencial tem uma rotatividade grande. Já com um comercial, você consegue fazer um contrato mais longo. Afinal, ninguém monta um escritório ou consultório para ficar pouco tempo no local. Além de garantir uma renda extra mensalmente, esses imóveis poderão me oferecer uma boa rentabilidade na aposentadoria”, finaliza.

Recuperação de fôlego

A crise econômica empurrou muitos brasileiros para o empreendedorismo. Somente no ano passado, 20.644 empresas foram abertas em Goiás, segundo dados da Junta Comercial do Estado. Essa movimentação tem aquecido o mercado imobiliário na busca de salas comerciais em prédios corporativos, cujas unidades representavam 12,5% do total dos lançamentos em Goiânia e Aparecida de Goiânia até março, de acordo com dados da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás.

O levantamento aponta que a venda das salas comerciais representou 6,2% da comercialização de todas as unidades em lançamento, segundo a mesma pesquisa. Um dos motivos do maior interesse por esse tipo de imóvel, segundo o especialista imobiliário e gerente comercial do Grupo Elmo, Sócrates Diniz, é a equiparação do preço das parcelas de compra com o aluguel. “Com a estabilidade dos preços e o forte barateamento do crédito imobiliário nos últimos anos, pressionado pela baixa na taxa Selic, o valor das parcelas caiu bastante; então, investir num imóvel comercial como um patrimônio que pode trazer uma boa renda, passou a ser um bom negócio”, explica.