Sabemos que você não tem dúvidas quanto à importância dos exercícios físicos. Acreditamos também que a sua intenção é começar uma atividade “para ontem”, mas fatores como agenda apertada e falta de simpatia com a academia podem levar ao adiamento do início de uma vida com mais movimento. 

Várias mulheres já conseguiram superar esse obstáculo e iniciaram finalmente uma atividade física. Elas resolveram fugir do trivial e escolheram modalidades de luta, como o Jiu-Jítsu e Krav Magá, ou o Pole Fitness, que mistura dança e exercícios de força.

Jiu-Jítsu: vá à luta!

A prática é considerada "a mãe" das artes marciais. Quem busca desenvolver autoconfiança, disciplina, melhor condição física e saúde mental pode procurar “sem medo” o Jiu-Jítsu, segundo o professor Jonatas Lessa. O treino começa com um aquecimento intenso antes da disputa no tatame. No segundo momento, alunos de diferentes faixas lutam entre si com um único objetivo: a superação dos limites. 
Carla Priscila Lessa, irmã de Jonatas, conhece bem os benefícios da prática. Ela vivia a rotina casa-trabalho-casa. “Durante a semana, eu cumpria minha jornada de trabalho normalmente, chegava às 18 horas e dormia até as 6 horas do outro dia. Em consequência, fui ficando fraca e desanimada.”

Incentivada pelo irmão, começou a frequentar os treinos “sem compromisso”. Talvez pela filosofia da prática e por ver a dedicação de todos, Carla resolveu levar a sério. “O começo foi muito difícil, pois eu sentia muitas dores no corpo, tinha dificuldade de me equilibrar e entender as passagens de posições dadas.” Dificuldades superadas, novo amor pela adrenalina e desafios a cada aula, ela foi ganhando força, resistência física e ânimo. Hoje, Carla e Jonatas conduzem o Projeto Vencer. O objetivo é mostrar os benefícios do esporte na vida das pessoas e socializar famílias e crianças.

Superação 

Márcia Godoi havia começado uma nova etapa na carreira ao decidir abrir uma empresa. Foi para outro estado e tinha tudo para ter sucesso, mas uma crise acabou com os projetos. Foram meses de desemprego, uma depressão e 15 quilos a mais.  O Jiu-Jítsu surgiu como forma de descarregar as energias, mas trouxe muito mais benefícios para a vida da Márcia. O principal deles, segundo ela, foi “conseguir se autocontrolar em um momento de frustração”. A cada aula, Márcia começou a se sentir melhor, voltou a atuar como instrumentadora cirúrgica e, inclusive, começou um novo curso. “Considero-me resolvida, feliz e mais preparada para qualquer tombo que eu venha a tomar.” A recuperação da confiança na carreira foi um passo natural e hoje ela também é uma atleta. Já participou de campeonatos em Goiânia e Brasília e ganhou várias medalhas.

Pole Fitness: dança e exercício

Quando se fala em Pole Fitness a primeira ideia que ocorre é daquela dança sensual que já foi até assunto de novela. O que muita gente não sabe é que a prática pode ser considerada uma ramificação da yoga e, segundo a professora Elenice Menezes, começou na Índia há muito tempo e só começou a ganhar o mundo a partir da década de 1990.

A dança exige força nos braços, pernas e abdome, e envolve movimentos da ginástica olímpica, balé livre e dança contemporânea em diferentes dimensões.
Elenice afirma que é possível eliminar até 400 calorias por hora/aula e quem se aventura na prática consegue em, no mínimo, dois meses notar a diferença na musculatura.

Um fator que pode inibir quem estiver interessado em começar a se exercitar no Pole Fitness é a roupa, que deve ser mínima: top e short, até porque o contato da pele com a superfície do inox é necessário para que haja meios de sustentar o corpo para realizar os movimentos de acrobacia.

Krav Magá: defesa pessoal

Uma modalidade de luta que surgiu na década de 1940 em Israel, durante muito tempo foi considerada uma arma secreta da força militar daquele país. Tempos depois, a sociedade civil pôde ter acesso aos ensinamentos e técnicas e, atualmente, o Krav Magá é a escolha de muitos que desejam aprender mais sobre defesa pessoal e ter um corpo sarado.
A instrutora chefe da modalidade em Goiás, Teomália Barbosa, explica que as técnicas fornecem treinamento de legítima defesa em situações de perigo real, independentemente de condicionamento físico, idade ou sexo.  A evolução é medida por cores de faixas, que mudam de acordo com o preparo físico do praticante.
Jeanne Cristine Brito do Espírito Santo, 29 anos, escolheu a modalidade há quatro anos para andar na rua com mais tranquilidade e se defender, caso necessário. As aulas de Krav Magá serviram para fortalecer a autoconfiança e identificar acontecimentos que podem gerar transtornos. Ela relata que se estiver em um lugar, como um bar ou festa, e perceber que algo pode ocasionar problemas, logo vai embora. “Você consegue prever algumas situações, e evitar os perigos”, relata.

A escolha do profissional 

É sempre importante selecionar com cuidado o local da prática e o profissional que vai orientar o treino. É necessário ter formação específica para repassar os conceitos e movimentos, bem como trabalhar a disciplina. Observe a formação do profissional e sua participação em cursos de reciclagem periódicos.
E, antes de começar as aulas, é indicado que os interessados façam exames para saber como está a saúde não só do ponto de vista nutricional, mas também das articulações, postura lombar e as condições do sistema cardiorrespiratório. Se estiver tudo certo, é só começar!