É fato que muitas mulheres passam ou passaram boa tarde da vida sem ter um orgasmo. Também é verdade que o caminho para chegar lá é mais difícil do que o percorrido pelos homens. Mas será que existe uma receita especial para ajudar nisso? Bem, uma pesquisa divulgada pela revista Archives of Sexual Behavior sugere uma “método” que aumentaria muito as chances das mulheres chegaram ao orgasmo durante as relações sexuais.

De acordo com a publicação, o estudo apresenta o que chama de “trio de ouro” para as mulheres atingirem o ápice do prazer e minimiza o papel da penetração nesse processo. Para conseguir essa "receita", os estudiosos analisaram respostas de 52 mil pessoas em uma pesquisa online, que foi hospedada no site da NCB News. Os participantes têm idades entre 18 e 65 anos e estão em um relacionamento sério, seja heterossexual, bissexual ou homossexual.

Segundo dados do levantamento, apenas 35% das mulheres heterossexuais sempre ou geralmente têm um orgasmo durante o sexo vaginal. Já 44% das entrevistadas confessaram que raramente ou nunca tiveram um orgasmo apenas com esse tipo de estímulo. Por outro lado, 80% das mulheres heterossexuais e 91% das lésbicas afirmaram que o orgasmo é praticamente certo quando há estimulação genital, beijo profundo e sexo oral, mas sem penetração.

Essa é a combinação que os pesquisadores chamaram de “trio de ouro”. “Cerca de 30% dos homens pensam que a conjunção carnal é a melhor maneira de as mulheres terem orgasmo e isso é uma figura trágica, porque não poderia estar mais incorreta”, disse a coautora da pesquisa, Elisabeth Lloyd, professora de biologia na Universidade de Indiana.

Outra informação importante, e que reforça estudos anteriores, é de que mulheres heterossexuais têm orgasmos com menos frequência. Enquanto 95% dos homens héteros afirmaram que sempre têm orgasmo quando transam, apenas 65% das mulheres com a mesma orientação compartilham a experiência. Em contraste, o número de homens gays que sempre têm orgasmos quando transam é de 89%, enquanto mulheres lésbicas, 86%; homens bissexuais, 88% e mulheres bissexuais, 66%.