Medo e incertezas são, certamente, os sentimentos que mais se manifestam em mulheres diagnosticadas com câncer de mama. Atualmente, a cura do câncer apresenta porcentagem relativamente alta quando o diagnóstico ocorre no estágio inicial. Portanto, a realização de campanhas de conscientização para o diagnóstico precoce e de acesso aos exames periódicos são essenciais na prevenção e combate à doença.

Desde 1991, outubro assume a simbologia do rosa, na tentativa de chamar atenção de mulheres ao redor do mundo para a necessidade da vigilância sobre o câncer de mama. Atualmente ele é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), apenas no nosso país serão cerca de 60 mil novos casos diagnosticados no em 2017. 
 
O câncer de mama provoca alterações na aparência, como queda de cabelos, perda excessiva de peso, problemas de pele, entre outros efeitos colaterais. De acordo com Sarah Lopes, psicóloga do Hapvida Saúde, em função disso, além de lidar com a patologia em si, as pacientes precisam cuidar da autoestima para conseguir lidar da melhor maneira possível com as mudanças que ocorrerem no corpo. Isso deve ser feito para não desenvolver um quadro depressivo, que prejudica a recuperação no decorrer do tratamento.
 
Em alguns casos mais graves, a mastectomia, procedimento cirúrgico para remoção parcial ou total de uma ou ambas as mamas, é indicado para a paciente. "O processo pode ser doloroso emocionalmente e impactar na sexualidade da mulher, que passará por um período de aceitação de seu corpo. Consequentemente, o suporte de seu parceiro e amigos é fundamental para ressaltar outras características marcantes de seu corpo, encorajando-a para encarar a situação", diz a especialista.
 
“O ser humano, muitas vezes, dá importância para aquilo que falta ou não tem. E essa sensação pode surgir com a perda dos cabelos ao longo do tratamento, por exemplo. Por isso, é importante lembrar que é passageiro e que em poucos meses o cabelo e os pelos crescerão novamente. O ideal é enxergar o período como parte da luta que se está enfrentando”, pondera Sarah.

O uso de lenços, perucas, maquiagem e, em alguns casos, implante de prótese, ajudam na adaptação às mudanças físicas durante e pós-tratamento. O apoio da família e dos amigos e pensamentos positivos, demonstrações de amor, afeto e segurança colaboram para questões emocionais, aceitação e enfrentamento do problema.
 
“O pensamento negativo pode prejudicar o sistema imunológico, que necessita estar fortalecido para dar suporte ao tratamento químico. Assim, os pensamentos devem ser focados na esperança, cura e vida nova dentro das circunstâncias existentes. Pacientes que descobrem a doença em estágio inicial têm grandes chances de recuperação”, enfatiza a psicóloga.