O mioma, também conhecido como fibroma ou leiomioma uterino, é um tumor benigno de origem do tecido muscular. O nódulo costuma surgir durante a fase reprodutiva da mulher e, segundo especialistas, atinge até 50% das brasileiras em idade fértil.  Segundo o ginecologista Renato de Oliveira, da Criogênesis, a doença pode cursar com ausência de sintomas até situações em que acarreta dor pélvica, cólica menstrual e aumento do fluxo e duração da menstruação.

“A origem do mioma é multifatorial, ou seja, não existe uma única causa. Sabe-se que a condição genética é fundamental. Por isso, mulheres com histórico familiar devem ficar mais atentas. Também podem ser considerados fatores de risco a primeira menstruação precoce, menopausa tardia, a não gravidez, tabagismo, obesidade e a endometriose”, diz. 

O especialista explica que o mioma possui três tipos: submucoso, que está presente dentro da cavidade uterina, intramural, localizado na parede muscular do útero, e subseroso, posicionado na parede mais externa do órgão. “O primeiro pode acarretar a infertilidade por estar mais próximo da cavidade uterina. O intramural é o tipo mais comum e, geralmente, provoca intenso fluxo menstrual, dor pélvica e cólicas. Já no caso do subseroso, o principal sintoma é desconforto quando passa a comprimir outros órgãos da pelve, como o intestino”. 

Tratamento

O tratamento dos miomas varia conforme os sintomas, a localização do tumor e o tamanho. “A administração de hormônios por meio do uso de pílulas anticoncepcionais e implantes hormonais para bloquear a ovulação da paciente pode ser uma ótima alternativa. No caso de mulheres que têm desejo reprodutivo e o mioma for submucoso ou tiver grande volume a ponto de distorcer a cavidade uterina, a miomectomia, cirurgia que consiste na retirada do tumor preservando o útero, pode ser indicada”, finaliza o ginecologista.