As dores nas costas afastaram mais de 83,8 mil pessoas de postos de trabalho em 2017, segundo a Secretaria da Previdência do Ministério da Fazenda. O problema está em segundo lugar no ranking das doenças mais frequentes quando o assunto são os auxílios-doença concedidos pelo INSS. Dentro dessas, está a lombalgia. Trata-se da dor na lombar, parte mais baixa da coluna.

Estudos recentes comprovaram que oito em cada 10 pessoas sofrerão com o problema em algum momento da vida. De acordo com o ortopedista Rodrigo Souza Lima, a lombalgia é mais frequente em mulheres (em torno de 60%). "Alguns autores associam essa maior prevalência no sexo feminino ao fato da mulher apresentar uma musculatura mais fraca que a do homem, tornando-se mais vulneráveis a fadigas", argumenta.

Ainda segundo o médico, o sedentarismo é umas das principais causas da lombalgia. "O problema pode ser prevenido com exercícios físicos, alongamentos, fortalecimento da musculatura abdominal e dorsal, observando posturas corretas no dia a dia, e que devem ser feitas de forma contínua e progressiva, sempre com orientações de um profissional", destaca.

Pessoas na terceira idade também estão mais propensas a ter lombalgia. "Isso acontece devido a um grau de fraqueza muscular maior e um desgaste das articulações, conhecido como artrose facetaria”, diz. É o caso, por exemplo, da técnica administrativa Ana Maria Alves, de 61 anos. Diagnosticada com lombalgia, artrose, hérnia de disco e bucite no começo de 2017. Ela conta que caminhava mais de seis quilômetros por dia e hoje não aguenta nem ficar sentada por muito tempo. "Depois de uns 40 minutos tenho que deitar", relata. 

Há dois meses Ana Maria começou a fazer tratamento e afirma que o problema é amenizado com o uso de medicamentos e fisioterapia, mas que as dores sempre voltam. "Semana que vem começo a fazer acupuntura junto com a fisioterapia. O médico falou que se não melhorar em até duas semanas, terei que passar por uma cirurgia. Tenho muita esperança que dê tudo certo", relata.

Conforme Rodrigo, os jovens não estão livres do problema. “Atualmente cada vez mais pessoas com certa de 30 anos estão apresentado quadros de lombalgia. O problema é muitas vezes associado à prática inadequada de atividade física”, esclarece Rodrigo.

Tratamento

O especialista ressalta que as decisões sobre o tratamento para a lombalgia devem ser feitas com cuidado. "Na maioria dos casos, há tempo suficiente para aprender sobre a condição e doença do paciente. As opções para tratamento são diversas, como acupuntura, quiropraxia, exercícios, medicamentos, fisioterapia, RPG e pilates", exemplifica. Em casos mais sérios é necessário o tratamento cirúrgico, sendo indicado de acordo com cada doença. 

"É importante sempre lembrar que cada doença é única e o tratamento é específico a cada patologia. Dores sempre são um sinal de alerta e quer dizer que alguma coisa está acontecendo no nosso dia a dia de forma errada. É muito importante procurar um profissional especialista em cirurgias de coluna para evitar que um probleminha hoje se transforme em um problemão amanhã", finaliza.