É possível que todos nós conheçamos ao menos uma pessoa que reclama de dor no ombro. Isso porque, depois da dor na coluna, o incômodo no ombro é a queixa mais comum nos serviços de pronto-atendimento ortopédico. Pesquisas internacionais mostram que até 25% da população poderão ter dor no ombro em algum momento da vida. Esse problema pode aparecer em crianças, adultos e idosos, homens e mulheres, esportistas ou sedentários. E, segundo o ortopedista Thiago Caixeta, essa dor podem limitar movimentos simples, como erguer e abaixar os braços, e piorar durante a noite, depois que a pessoa se deita.  

1. Quais são as principais causas de dor no ombro?

As principais causas são tendinites, bursites, rompimento dos tendões do manguito rotador, além de outras condições, como a capsulite adesiva e a tendinite calcárea. É importante avaliar caso a caso para o correto diagnóstico de condições, que podem predispor o surgimento de lesões mais graves.

2. O que é a síndrome do manguito rotador? Quais são suas causas?

Chamamos de manguito rotador o conjunto formado por quatro tendões, que são responsáveis pela movimentação da articulação do ombro. Todos os processos relacionados a alteração do correto funcionamento desses tendões e que resultem em dor ou perda funcional na articulação do ombro são chamamos de síndrome do manguito rotador. Entre essas condições temos a tendinite, bursite e rompimento de um ou mais tendões desse conjunto. As causas mais comuns são desequilíbrios musculares da articulação do ombro e cintura escapular, e processos degenerativos, principalmente em pacientes acima dos 50 anos e após trauma.

3. Quais são os principais sintomas?

Dor no ombro, que pode estar presente até a região lateral do braço e que piora ao elevar o braço e ao deitar-se sobre o ombro acometido.

4. Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico é feito com uma boa avaliação clínica, por meio do detalhamento das queixas do paciente e da realização de testes simples e específicos no consultório, complementado com a realização de exames de imagem.

5. Como é feito o tratamento?

O tratamento depende de uma série de fatores, mas para alterações inflamatórias, como as tendinites e bursites, as opções são basicamente conservadoras, com medicações para alívio da dor e redução do processo inflamatório, além de terapia física de reabilitação. Quando já existe o rompimento de um ou mais tendões, o tratamento ideal é o cirúrgico, com reparo da lesão, uma vez que o tendão rompido não cicatriza espontaneamente. Deve-se, no caso de lesão, observar cada paciente individualmente em relação a idade, demanda funcional e expectativas em relação ao tratamento, já que nem todos os pacientes se beneficiarão de um procedimento cirúrgico.