À frente de países como os Estados Unidos, Reino Unido e China, o Brasil também é líder mundial em Bancos de Leite Humano (BLH), com 221 unidades, em todos os estados e Distrito Federal, e 186 postos de coleta, além da coleta domiciliar. Em Goiás, são cinco no total, sendo três deles em Goiânia. Uma unidade no Hospital Materno Infantil (HMI), outra no Hospital da Mulher e Maternidade Dona Iris e a última na Maternidade Nascer Cidadão. As outras ficam nas cidades de Anápolis e Planaltina.
 
Os Bancos de Leite atuam em três frentes, sendo a primeira delas a orientação ao aleitamento materno, tirando dúvidas e esclarecendo sobre os benefícios. Em segundo lugar está o apoio à doação de leite humano, ação que conta com a distribuição de kits, orientações e transporte desse leite. A Fundação Dom Pedro II, dos Bombeiros do Estado de Goiás, mantém uma parceria valiosa e disponibiliza uma viatura e duas militares que buscam as doações na casa das lactantes uma vez por semana, atitude que contribui para salvar vidas.
 
A terceira frente é o apoio à mulher trabalhadora que amamenta, incentivando as empresas a criarem salas de apoio à amamentação dentro do espaço de trabalho para que as funcionárias e mães lactantes possam retirar o leite, armazenar adequadamente e levar para amamentar a criança em qualquer local.
 
Doar é um ato de amor
 

Segundo a coordenadora do Banco de Leite Humano do HMI, Renata Machado Leles, cerca de 300 litros de leite materno são doados mensalmente e existem, em média, 80 mães cadastradas. A unidade chegou a atender 200 crianças por mês e já ajudou UTIs neonatais em outras maternidades. As doações atendem os bebês recém-nascidos internados com baixo peso.

Para ser doadora, basta que a mãe entre em contato com o BLH para buscar as orientações. Ela precisa estar amamentando, em bom estado de saúde e com resultados não reagentes para doenças infectocontagiosas, além de não ser fumante, usuária de drogas ou de bebida alcoólica.
 
É importante ressaltar que o leite materno doado passa por um processo de pasteurização e que não é indicada a amamentação cruzada, quando uma mãe alimenta diretamente no peito o bebê de outra mulher. “O leite pasteurizado é inativo de 100% de bactérias patogênicas, ou seja, não existe risco de contaminação e não temos nenhum caso registrado. Quando ele chega ao BLH é testado antes, durante e depois da pasteurização. São realizadas avaliações de acidez e valor calórico e é feito o teste microbiológico”, explica a coordenadora.