O coito interrompido nada mais é do que o ato de o homem retirar o pênis da vagina antes de ejacular, limitando as chances de o esperma atingir o óvulo. É uma ação que deve ser pensada antes de ser praticada devido aos riscos que envolve, como doenças e até mesmo uma gravidez indesejada.

Além disso, essa prática não é 100% segura. Uma pesquisa feita pela Universidade de Princeton nos Estados Unidos alerta que, para evitar uma gravidez indesejada e a transmissão de doenças, o melhor é não usar essa técnica. Pois o coito interrompido pode sim engravidar! Mesmo assim, um estudo feito pelo portal Trocando Fraldas, descobriu que 33% das mulheres não sabem que o líquido seminal que sai antes da ejaculação pode engravidar.

De acordo com a pesquisa, o Acre é o estado campeão de mulheres que ficaram grávidas ao realizar essa técnica, com 42% das entrevistadas. Goiás ocupa a 13ª posição no ranking. No estado, 71% das entrevistadas praticam esse método.

Alguns médicos vêem o coito interrompido como um método ineficiente, além de não indicarem essa prática pois ela pode levar a distúrbios tanto no homem como na mulher. Porém mesmo tendo consciência dessas informações, homens e mulheres continuam a praticar. Conforme comprovado pela pesquisa, duas em cada três entrevistadas já praticou essa técnica como método contraceptivo. Além disso, uma em cada quatro mulheres já chegou a engravidar após um ciclo em que praticou o coito interrompido.

Mesmo sendo uma prática tão comum, cinco em cada oito mulheres tem medo de engravidar ao adotar o coito interrompido. Esse medo independe da idade das entrevistadas e é bem maior nas mulheres que não querem ter filhos, 83%.

O principal motivo para a execução dessa prática é o fato de que 41% das entrevistadas não gostam de usar camisinha. Em 1 de cada 6 casos, o parceiro impõe a sua vontade por não gostar da camisinha. Além disso, a rejeição da camisinha é mais comum entre as faixas etárias mais novas. Outro motivo, é que 7% acreditam que não poderão engravidar realizando esse método.