Pacientes, principalmente mulheres que ainda não entraram na menopausa e homens com menos de 50 anos, fazem com frequência esta pergunta quando esse assunto é colocado. Existe muita controvérsia e também muita desinformação acerca do tema.

Trabalho há muitos anos com controle e redução de peso e é muito evidente  a dificuldade em se obter sucesso no tratamento com o avançar da idade.

Quando analisamos resultados de exames de dosagens hormonais observamos uma faixa de “normalidade” muito ampla e que os valores de referência vão diminuindo gradualmente com o avanço da idade. Aquele exame com valores “normais”, próximos do limite inferior é como se dissessem “tá ruim, mas é assim mesmo”. Se os exames mostram tudo dentro da normalidade, como explicar tanta indisposição e desânimo? Como explicar essa falta de foco, memória e concentração? Como explicar essa ansiedade, irritação, queda de humor e insônia que apareceram do nada?  Como explicar essa diminuição da libido e uma enorme indisposição pra fazer sexo?

A progressiva diminuição na produção dos hormônios não é a explicação nem a causa para todos os males e nem a reposição de hormônios é uma solução mágica pra tudo, mas é uma questão que tem que ser vista com muita atenção. Junto às questões psicológicas aparecem também alterações físicas: perda do tônus e massa muscular, aumento de peso com acúmulo de gordura em áreas específicas, osteoporose e perda da proteção cardíaca para as mulheres, com aumento da incidência de infartos do miocárdio.

Existem várias opções para tratamento hormonal: via oral, via intramuscular (injetáveis), via trans dérmica (géis ou adesivos aplicados sobre a pele) e vaginal. Todas estas opções são acompanhadas de alguma eficácia e alguns inconvenientes. A via oral é utilizada como método anticoncepcional e para reposição na menopausa. Essa forma de reposição exige disciplina da paciente, já que é feita com uma tomada diária. Os géis e adesivos tem absorção variável de pessoa e são mal absorvidos por alguns, não permitindo uma reposição adequada. Os injetáveis além do desconforto da dor nas aplicações repetidas, são hormônios sintéticos. O inconveniente comum a todas estas formas de reposição hormonal é não se conseguir uma constância nos níveis hormonais, geralmente com grandes oscilações.

Os implantes hormonais subcutâneos são hoje uma alternativa que ao nosso ver traz muitos benefícios. São pequenos cilindros que são implantados sob a pele (subcutâneo) e que liberarão na corrente sanguínea os hormônios definidos quanto ao tipo e dosagem de forma regular durante meses. A implantação é bastante simples, realizada em consultório médico ou salas de pequenos procedimentos, sob anestesia local. O procedimento dura cerca de 20 minutos e geralmente não gera desconforto importante para o(a) paciente. Este tipo de tratamento exige uma extensa e minuciosa avalição clínica e laboratorial prévias. É um tratamento médico como qualquer outro, onde devem ser pesados riscos e benefícios e o acompanhamento rigoroso é fundamental. O mais importante na terapia hormonal é devolver o bem estar, sem nenhuma intenção de criar super-homens ou supermulheres.

Dr. Reynaldo Pedrosa

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