Quando estamos em casa sempre nos lembramos de tudo aquilo que gostaríamos de perguntar ao cirurgião-dentista, mas é só chegar ao consultório que dá aquele branco. Parece que metade do que a gente tinha para informar e questionar durante a consulta odontológica ficou em algum lugar do caminho de casa até ali. E por mais que a gente se esforce, a sensação é a consulta ficou incompleta.

É por isso que, baseada na minha vivência clinica, resolvi listar perguntas que não podem ser esquecidas e devem sempre ser feita ao cirurgião-dentista. Confira:

- Por que tenho que fazer este procedimento?
- Quais seriam as opções de tratamento?
- Há opções na escolha de materiais utilizados?
- Quais os benefícios do tratamento?
- Quais os riscos do tratamento?
- Qual o tempo de duração clínica na cadeira e o tempo total do tratamento?
- Isso irá me impedir de fazer as minhas atividades diárias?
- Em caso de repouso, quanto tempo será necessário?
- Qual o intervalo de retorno para manutenção da minha saúde bucal?
- Quais os produtos específicos para higienizar a minha boca?
- Qual o valor do tratamento?
- Quais as formas de pagamento?

Ainda baseada no que vivo diariamente no consultório, também listei informações que você deve sempre passar ao profissional. Veja:

- O motivo da consulta (prevenção, estética ou reparo);
- Sua expectativa em relação ao tratamento; 
- Seu tempo disponível para consultas;
- Se você já foi hospitalizado e quais os motivos; 
- Quais as medicações que você usa (nome do princípio ativo do medicamento, dosagem e posologia);
- Alergia (s);
- Tipo sanguíneo; 
- Se consome bebidas alcoólicas e faz uso de cigarros e/ou drogas;
- Doenças, alteração da normalidade de algum órgão (fígado, coração, rins, intestino...);
- Informar caso você tenha passado por alguma intercorrência em atendimento odontológico;
- Se você teve algum trauma dental (acidentes que envolveram fratura dental, óssea...);
- Alteração do hálito (mau hálito), boca seca, gosto amargo ou ruim, gengiva sangrante, sensibilidade dental, dor bucal, bruxismo, apertamento dental, hábito de roer unhas, morder objetos ou gelo, lesões bucais que não cicatrizam, aftas e herpes recorrentes, ardor bucal;
- Se já fez tratamento ortodôntico; 
- Produtos que você usa para higienizar a boca;
- Infecções sistêmicas recorrentes;
- Se já desmaiou, se tem problema com sangue ou agulha;

Informação nunca é demais! Se precisar, leve tudo anotado. Caso faça uso de alguma medicação, leve a bula. Se houver exames radiográficos odontológicos e laboratoriais anteriores, eles poderão servir de comparação com os exames atuais.

Há alguns anos era comum se consultar com profissionais indicados por algum conhecido. Mas hoje, com o acesso à internet, costumamos buscar informações nos sites e redes sociais. Sempre procure saber a respeito do profissional com quem você pretende se consultar. O ideal é que você se identifique. E se você não gostar do profissional e da equipe, não inicie seu tratamento. Você precisa ter segurança, porque são a sua vida e saúde que você está confiando.

Gostou? Você pode ler outro texto muito interessante aqui: Porque o cirurgião-dentista não pode dar uma olhadinha

*Karyne Magalhães é cirurgiã-dentista, habilitada em Laserterapia e qualificada no tratamento da Halitose, vice-presidente da Associação Brasileira de Halitose (Abha), membro da Associação Brasileira de Odontologia (ABO-GO) e membro da Sociedade Brasileira de toxina botulínica e implantes faciais (SBTI). Acesse karynemagalhaes.com.br e botoxgoiania.com.br.

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