A doença mão-pé-boca, como o próprio nome diz, acomete as mãos, os pés e a boca do enfermo. Ela também pode acometer outras partes do corpo, mas isso é mais raro. Pessoas adultas podem sofrer com essa doença, no entanto, ela é bem comum nos bebês e crianças, ocorrendo com mais frequência durante o verão e o outono. A mão-pé-boca é uma doença viral, ocasionada pelo vírus Coxsackie, sendo bem comum o tipo A16. 

Por ser uma manifestação viral, é preciso o correto diagnóstico do cirurgião-dentista ou médico pediatra, já que o problema pode passar despercebido como uma simples afta ou como "machucadinhos". Sem o diagnóstico, outras pessoas podem ser contaminadas por meio das fezes, saliva, mãos não lavadas, espirro, tosse e até beijinhos dos enfermos.

A doença mão-pé-boca pode dar sinais com estados de febre abrupta, mal-estar e inaptidão. O período de incubação é de aproximadamente três a seis dias. Já as lesões, podem aparecer de dois a quatro dias após os sintomas. São pequenas vesículas (bolhas) com as margens avermelhadas, que desaparecem em até dez dias, sem formar crosta. Na boca, as lesões são ulcerações das mucosas, semelhantes as aftas. Isso dificulta a alimentação por dificuldade em engolir e dor ao contato com o alimento. 

Por apresentar essas lesões, que são bem doloridas, a criança pode ter tosse, aumento da salivação, dificuldade em engolir a saliva e muita irritação. É importante ressaltar que os sintomas da mão-pé-boca se assemelham aos da gripe. A reinfecção pela mesma linhagem de vírus não ocorre. Entretanto, as pessoas podem se infectar por diversas vezes com outros tipos de enterovírus.

O diagnóstico é realizado através do exame de sangue, que verifica a proteína C-reativa (PCR). Infelizmente, o tratamento não é específico. Ele se baseia no uso de analgésicos e antipiréticos, para aliviar a dor e a febre, anestésicos tópicos, ingestão de alimentos frios para controlar a dor bucal, bochecho de chá de camomila gelado e hidratação adequada com água, sucos naturais e água de coco. 

A laserterapia é uma ótima aliada para aliviar a dor e acelerar o processo de cicatrização das lesões. Dependendo da fase da doença na hora da busca pelo tratamento, é possível realizar a terapia fotodinâmica (PDT) para reduzir a transmissão cruzada entre as pessoas com as quais a criança convive. Manter a criança em casa durante o período de dez dias, lavando frequentemente as mãos e desinfetando os brinquedos com álcool 70% também ajuda a evitar a transmissão. 

Não existe imunização para a mão-pé-boca. Sabemos que quanto mais nova é a criança, mais fácil ela adoece. Algumas doenças podem tomar proporções que debilitam o estado geral de saúde. Por isso, a qualquer alteração de temperatura corporal, examine a boca, os pés e as mãos da criança.

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*Karyne Magalhães é cirurgiã-dentista, habilitada em Laserterapia e qualificada no tratamento da Halitose, vice-presidente da Associação Brasileira de Halitose (Abha), membro da Associação Brasileira de Odontologia (ABO-GO) e membro da Sociedade Brasileira de toxina botulínica e implantes faciais (SBTI). Acesse karynemagalhaes.com.br e botoxgoiania.com.br.

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