Sabe o famigerado biquinho feito na hora de tirar fotografias e, principalmente, selfies? Chega uma hora na vida em que não é possível fazer isso mais. Ou melhor, não é que não se pode fazer, mas a maioria das pessoas fica incomodada quando percebe que, ao fazer o tal biquinho, formam-se sulcos semelhantes aos códigos de barras entre o nariz e o lábio superior. 

Esse fato é natural quando consideramos que, ao envelhecer (algo que acontece com todo mundo), perdemos parte do colágeno. E é essa proteína que dá sustentação e firmeza a pele do nosso corpo. Com o envelhecimento, a perda dessa substância é mais acentuada em pessoas que gostam de se bronzear, tomam sol sem a devida proteção, consomem muito açúcar e bebida alcóolica, fumam, possuem uma dieta desequilibrada, dormem mal e passam constantemente por estresse. 

Outros fatores como a perda dental, mau posicionamento dentário e as próteses insatisfatórias também contribuem para isso. Perder os dentes é perder ossos. Dentes e ossos dão sustentação à face ou, melhor dizendo, aos lábios (o esfíncter bucal). Os lábios, o músculo que os cerca e a pele ao redor são responsáveis por fazer o selamento labial, evitando a respiração pela boca. Eles são atuantes na apreensão dos alimentos e talheres e, além disso, participam da fonação, da deglutição e, é claro, da nossa estética, da sedução.

Sendo assim, se o seu objetivo é manter o “código de barras” longe da sua face, você precisa verificar quais os hábitos será preciso mudar e quais ajustes fazer para deixar o seu sorriso mais funcional e estético. Então é importante cuidar da alimentação, atividades físicas, fugir de hábitos insalubres, usar os fotoprotetores e, principalmente, devolver aquilo que foi perdido: o colágeno.

Repor colágeno não é um bicho de sete cabeças, mas é preciso estar ciente de que cada organismo responde de forma individual e que nunca vai se ter o colágeno de vinte anos atrás, por exemplo. A maior parte dos tratamentos atuais para essa reposição tem um único objetivo: estimular o colágeno. São várias as formas de reposição, como, por exemplo: ácido hialurônico, laser, peelings, microagulhamento e o uso do nosso próprio sangue.

Essa última técnica, em especial, onde é usado o próprio sangue do paciente é chamada de PRF (Fibrina Rica em Plaquetas). O procedimento é muito seguro por ser autólogo (seu) e não levar conservantes ou aditivos químicos. O processo regenera e repara colágeno com precocidade. A técnica é simples e de custo mais acessível. O material é obtido com a coleta de alguns tubinhos de sangue, que serão centrifugados imediatamente em tubos estéreis. O paciente recebe a PRF por meio de pequenas agulhas. Ela também pode ser combinada com o microagulhamento, que irá provocar lesões na pele com o mesmo intuito: estimular a produção de colágeno. Quando associadas, as duas técnicas geram resultados incríveis. 

Geralmente são necessárias três ou quatro sessões, com um intervalo de trinta dias entre elas. Como todo procedimento, esse também precisa de manutenção, que poderá acontecer após seis meses. A PRF é bem tolerada quando usados anestésicos tópicos (pomadas), mas pessoas mais sensíveis necessitam receber anestésicos locais. Não há necessidade de repouso. No dia do procedimento o rosto fica avermelhado e, após alguns dias, a pele pode descamar.

*Karyne Magalhães é cirurgiã-dentista, habilitada em Laserterapia e qualificada no tratamento da Halitose, vice-presidente da Associação Brasileira de Halitose (Abha), membro da Associação Brasileira de Odontologia (ABO-GO) e membro da Sociedade Brasileira de toxina botulínica e implantes faciais (SBTI). Acesse saudesalivar.com.br e botoxgoiania.com.br.

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