Uma das infecções mais comuns que aparecem na boca acomete todas as idades, sem predisposição para gênero ou sazonalidade e, ainda hoje, não apresenta nenhum tratamento definitivo. O herpes simples do tipo 1 (HSV-1) normalmente é o tipo que acomete os lábios, região perioral, intraoral, face e pescoço.

Contraído na primeira fase da vida e alojado no gânglio, ele vai permanecer em estado latente, podendo ser ativado em casos de baixa imunidade, alterações bruscas de temperatura, sol, traumas mecânicos, tratamentos odontológicos/médicos, estresse, dentre vários outros. O contágio acontece por meio do contato direto com a lesão (beijo), saliva, exsudato das vesículas herpéticas, toalhas de tecido e talheres compartilhados.

A lesão pode ou não ser sintomática. Em alguns casos, é relatado ardência, coceira e vermelhidão antes do aparecimento das vesículas. Quando as vesículas aparecem, o que acontece em até um dia, passa a incomodar pelo aspecto estético, levando muita gente a perfurar ou espremer essas vesículas. No entanto, muita gente não sabe que aquele líquido pode contaminar regiões vizinhas ou qualquer outra região em que as mãos tocarem. Se não forem rompidas por algum estímulo, elas romperão por si só. Isso dá início a uma fase de cicatrização, resultando em uma “crosta”. 

O herpes é realmente é uma doença que afeta esteticamente e que pode gerar isolamento durante aquele período. Além do aspecto antiestético, dependendo da região acometida, a infecção pode trazer desconfortos durante a fala, mastigação e deglutição, interferindo na qualidade de vida da pessoa. A remissão acontece dentro de uma a três semanas, em média.

Há quem tente de tudo para resolver o problema, inclusive a automedicação. O ideal é que se busque pelo tratamento adequado com o dentista. Temos algumas opções de tratamento, que são as medicações orais e tópicas. A oral é a mais utilizada por inibir ou diminuir a replicação viral. No entanto, há outro tratamento que é desconhecido pela maioria dos profissionais de saúde: a Terapia Fotodinâmica, também chamada de aPDT. 

A Terapia Fotodinâmica consiste na utilização de alguma fonte de luz (laser ou led), associada a algum agente fotossensibilizante. O azul de metileno é o mais estudado e utilizado. Em meu ponto de vista, a aPDT é o melhor tratamento para o herpes. Ela não é uma terapia nova. Vem sendo estudada há mais de 100 anos. Quando usamos “a” antes da sigla “PDT”, queremos dizer que se trata da terapia antimicrobiana.

A grande vantagem da aPDT em relação às terapias convencionais é que ela praticamente não apresenta efeitos colaterais. Além disso, ela oferece resistência microbiana, baixa toxicidade, redução do uso dos medicamentos convencionais, redução das recidivas ou maior espaçamento entre um episódio e outro. 

O procedimento é simples, seguro, eficaz, com custo acessível e sem custo biológico. Outras vantagens são a inexistência de interação medicamentosa, o tratamento local e não sistêmico, sendo indolor e inibindo a replicação viral. A laserterapia também é um excelente tratamento para o herpes, por reduzir os desconfortos ocasionados pela dor, coceira e inchaço, biomudulando aquela região e gerando uma cicatrização mais rápida.

Ela também é utilizada como forma preventiva nos casos de herpes frequentes (recorrentes), ou seja, não precisa ter a lesão herpética instalada. Só que para isso é necessário o acompanhamento todas as vezes que a lesão aparecer. Assim, a indicação é sempre ter o acompanhamento profissional. É importante ressaltar, ainda, que automedicação tem um alto custo! Pense nisso.

*Karyne Magalhães é cirurgiã-dentista, habilitada em Laserterapia e qualificada no tratamento da Halitose, vice-presidente da Associação Brasileira de Halitose (Abha), membro da Associação Brasileira de Odontologia (ABO-GO) e membro da Sociedade Brasileira de toxina botulínica e implantes faciais (SBTI). Acesse karynemagalhaes.com.br e botoxgoiania.com.br.

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