Apesar de o ritual de esperar pela revelação de um filme ser um prazer constante, a coisa fica ainda mais legal quando é de uma câmera nova. Um equipamento ainda desconhecido traz de volta aquela sensação estranha de "parece que estou fazendo tudo errado e não vai sair nenhuma foto".

É preciso um tempo para se acostumar com a distância focal correta, o enquadramento possível, ainda mais quando não há ajustes (tamanho e velocidade de abertura são fixos) e são oito lentes de uma vez só.

É assim com a Oktomat, câmera multilentes da Lomography. Como o nome sugere, são oito lentes. Ao apertar o disparador, as oito disparam em sequência que dura 2,5s. É um tempo considerável para um movimento. Então, é possível capturá-lo do início ao fim.

A velocidade do obturador é 1/100s e a abertura de cada lente é fixa f/8, ou seja, valores medianos para as duas variáveis.

Não é a minha primeira câmera multilentes. Tenho outras duas, mas que têm "só" quatro lentes. Uma delas, com as quatro lentes lado a lado (pode fazer movimentos na vertical ou na horizontal), tem ajuste de dois tempos - disparam em sequência de 0,2s (para movimentos muito rápidos) ou 2s (bem mais devagarinho). A outra, em que a disposição das lentes forma um quadradinho, tem apenas uma opção (0,66s, não tão rápido, mas ainda assim rápido).

Existem ainda câmeras multilentes de três e nove lentes. É só colocar o objeto ou a lente em movimento para garantir a diversão.

Neste post, estão algumas das primeiras fotos reveladas da minha Oktomat.

 

* Paula Parreira é editora de Esporte do POPULAR. Desde 2013, é adepta de fotografia analógica e lomografia, vertente que prega experimentação e liberdade criativa.

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