No último dia do ano é inevitável a famosa balança. Afinal, é ela que traz os resultados das escolhas dos erros e dos acertos que fizemos no decorrer de mais 365 dias. Contar, pesar, medir, mensurar... Chega a ser repetitivo, para não dizer exaustivo, o processo que nos cerca de quantificar nossas ações.

E se acharmos que mais erramos do que acertamos, é normal aquela sensação de: e se pudesse voltar no tempo? Mas quando o contexto que se passa é o virtual, a ideia de encontrar soluções na volta no tempo pode nos enganar. O tempo tem sido o senhor da razão da nossa era e sempre o culpamos por nossas ações precipitadas, pela falta de atenção dispensada.

A vida em rede nos traz a impressão que estamos próximos de todos quando estamos longe até dos que estão por perto. Este foi um assunto muito discutido em 2015. 

E neste ritmo acelerado, me parece que temos desperdiçado muita coisa numa busca incessante por mais curtidas, compartilhar primeiro, impressionar e tomar decisões definitivas. Criamos uma fantasia de que não podemos deixar quem está do outro lado do telefone esperar resposta, mas podemos voltar à atenção para um aparelho e esquecer todo o resto.

E a grande notícia é que realmente não podemos voltar no tempo, mas temos um ano novinho a nossa esperara. Que em 2016 consigamos levar a vida em rede com mais maturidade, pois todos aprenderam um pouco. Vivemos um momento repleto de acontecimentos novos.

Por um ano com menos pessoas expostas, com menos julgo e que os “nudes” dos desavisados passem sem fazer tanto sucesso. Já que depois que colocamos na rede, perdemos o controle da situação e é importante que saibamos o tamanho da nossa responsabilidade em compartilhar ou fazer juízo de valor de casos que são diariamente jogados na internet. Agimos como meros propagadores.

Por um 2016 repleto de inteligência virtual. Que possamos perceber que não é preciso o tempo voltar, uma vez que todos os dias é tempo de tentar acertar de novo!

*Tércia Duarte é graduada em hotelaria e especialista em marketing. Cursa pós em letramento informacional. É professora universitária e mãe do Fernando desde 2009.