#DMTT NO TRAMPO E POR AÍ: julgar o livro pela capa é um erro de principiante! Vamos evoluir?

Se tem uma coisa que a gente precisa lutar contra é com aquele tipo de afirmação do tipo: “nossa, não gostei dessa garota” – um motivo bem narciso de explicar porque existe certa antipatia em relação a uma pessoa diferente de você e que, na maioria das vezes, acontece assim que batemoa os olhos pela primeira vez naquele ser.

De acordo com especialistas da psicologia isso pode acontecer por dois motivos: a pessoa tem atitudes muito parecidas com as suas - coisas que você precisa mudar - ou aquele ser humano tem traços que te lembram de um desafeto. E existe, ainda, uma terceira razão para a torcida de nariz alheia defendida pelo professor e filósofo Leandro Karnal: a inveja, quando se tem raiva de alguém por causa daquilo que essa pessoa tem ou representa.

Se a sua intenção nessa vida é evoluir como ser humano, que tal começar a se perguntar de onde vem esse sentimento ruim e desmistificá-lo?

Confesso que já passei pelas duas primeiras fases e, recentemente, comecei a aplicar a terceira teoria naquilo que ainda consigo identificar.

Se você percebeu que a fulana é, por exemplo, tão falante quanto você, porque isso te incomoda? Seria um comportamento a ser melhorado na sua pessoa, ou seja, ouvir mais do que partir pro “bla,bla,bla”? Tente ver sempre o lado bom da pessoa, por mais antipática que ela possa parecer. Observe, deixe o tempo correr... nada melhor que isso pra conhecer e identificar afinidades. 

Caso o motivo “da bronca” seja porque a pessoa te lembra alguém que não foi legal na sua vida, isso pode ser um trauma que você não tratou adequadamente... aliás, sabia que a maioria deles [dos traumas] estão cristalizados dentro de nós, justamente porque nos recusamos a sanar o problema? É realmente mais cômodo deixar ali quietinho. Bem...uma sugestão para isso seria procurar auxílio profissional, afinal, terapia serve a todos e realmente pode ser uma importante ferramenta de autodescoberta e conquista da plenitude.

Se você já eliminou as duas possibilidades acima, então restou essa: tem muita inveja correndo nas suas veias, pessoa!

Calma.. isso é comum, acontece com a maioria dos seres humanos e é um sentimento possível mudar por muita positividade. Use esse pensamento que mais se traduz em raiva para se fazer perguntas como: porque estou sentindo isso? Porque eu quero ser ou ter o que essa pessoa tem? É importante pra mim? O que estou fazendo para ter uma posição ou profissão como a dela? Me esforço o suficiente? Ter/ser como essa pessoa é o que realmente quero? Porque ainda não consegui... aliás... o que eu quero? Quais são meus objetivos da vida?  

Não se engane: se conhecer ainda é a melhor chave para abrir as portas de uma vida repleta de oportunidades, muitas vezes não aproveitadas por falta de saber quem você é; simples e, ao mesmo tempo, trabalho duro pra uma existência. 

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*Tetê Ribeiro é pedagoga, psicopedagoga, jornalista e coach de família. Atua em Ludovica apresentando os programas de rádio. Trabalha também com orientação de pais, responsáveis e filhos. O projeto DEBAIXO DO MESMO TETO (DMTT) trata de assuntos relacionados aos diversos tipos de convivência e em diferentes lugares: casa, trabalho, na rua etc.