A busca por uma vida mais saudável está entre as principais metas de vida na atualidade. Certamente, boa parte da população tem como objetivo se comprometer mais com a atividade física e ter hábitos alimentares mais saudáveis. Mas, de fato, a tarefa não é nada fácil e muitas pessoas acabam desistindo.

Segundo estudo da Organização Mundial de Saúde, divulgado em 2018, a América Latina é a região do mundo com o maior índice de pessoas sedentárias. O Brasil é o líder da lista. De acordo com a pesquisa, 47% da população não pratica atividade física suficiente para se manter saudável.

A alimentação também pode ser um entrave para um estilo de vida mais saudável. Especialmente porque muitas vezes a comida é usada como uma ferramenta emocional para acalmar, celebrar e confortar. O hábito passa a ser problema quando o consumo alimentar se torna compulsivo.

De acordo com a psicóloga, especialista em transtornos alimentares, obesidade e cirurgia bariátrica, Yasminne Fayad Takeda, a alimentação não pode ser vista como um prêmio por um dia de muito trabalho ou um consolo por término de relacionamento. Nesse sentido, é comum confundir o que é fome e o que é vontade de comer.

Fome psicológica

Segundo a especialista, identificar as razões da fome é algo que pode ser ensinado e aprendido. Ela explica que existe a fome de boca e a fome de estômago: “a fome de boca é psicológica, vontade de comer. É quando você acabou de se alimentar, mas ao ver uma comida gostosa, sente novamente vontade de comer, de mastigar. Já a fome de estômago é física, quando a gente necessita comer”.

Há quem, inconscientemente, sinta a necessidade de estocar comida, “isso acontece quando, de maneira impensada, a pessoa não sabe quando vai comer de novo e acaba comendo mais que o necessário”, afirma Yasminne.

Ao sentir fome de verdade, de acordo com a psicóloga, é necessário escolher bons alimentos para o consumo. “Ter a consciência de selecionar opções mais saudáveis é importante. Comer algo gorduroso é um prazer momentâneo, mas depois você arca com o reflexo dessa escolha. Isso não significa que refeições livres estejam proibidas, até porque, o radicalismo é inimigo de quem quer ter hábitos mais saudáveis. É importante ter equilíbrio”, reforça.