Se a prática esportiva é prazerosa, a possibilidade de fazê-la na companhia dos filhos é ainda melhor. É o que pensam algumas mães, alunas de ballet fly, modalidade que une dança com acrobacias aéreas do circo.
 
De acordo com a pesquisa “Atividade física: prevalência, fatores relacionados e associação entre pais e filhos”, publicada na Revista Paulista de Pediatria, mais que bem-estar, os exercícios em família ajudam a despertar o lado esportivo na criança. O estudo apontou que filhos de pais engajados na vida esportiva são mais propensos à prática. E, ainda, que o envolvimento materno nas atividades físicas gera mais efeitos positivos que o paterno. Já em outro estudo, divulgado pela Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde, concluiu-se que tanto o nível de atividade física do pai quanto o da mãe influencia na prática de atividades de seus filhos, corroborando a importância da influência do ambiente familiar na prática de exercícios dos adolescentes.
 
Para a educadora física Letícia Marchetto, os estudos comprovam que essas crianças terão menos chances de se tornar adultos sedentários. “Quando os pais fazem alguma atividade física, eles se tornam exemplo para os filhos.  A criança que cresce com esse modelo vai sentir prazer naquilo e querer tomar para si”, explica Letícia, acrescentando que “além dos benefícios físicos que os exercícios trazem, também tem a questão de que momentos em família são preciosos e devem ser valorizados”.  
 
Ballet Fly
 
Nessa modalidade, por exemplo, é possível combinar aprendizado, desenvolvimento psicomotor, gasto calórico e também o momento em família, que é divertido e lúdico. “A ideia de criar experiências entre mães e filhos veio pelo comportamento das próprias crianças, que terminavam a aula e corriam para a aula das mães para também participar. Observamos que elas queriam fazer algumas atividades com as mães, que gostavam de mostrar o que são capazes de fazer e que podem fazer igual às mamães”, explica Letícia.
 
“Independentemente da modalidade, o mais importante é que a atividade física seja plenamente incorporada na rotina da criança, de maneira que os exercícios se tornem um valor e não algo com que a criança tenha que lutar, ou seja, a atividade deve ser algo em que a criança acredite, vivencie e que faça parte dela”, finaliza a educadora física.