A saúde íntima e principalmente a forma que a mulher brasileira se relaciona com a sua vagina ainda são questões cercadas de inúmeros estigmas. Para entender melhor a relação de cuidado com a região íntima, Intimus, marca de cuidados femininos da Kimberly-Clark Brasil, realizou a pesquisa “Os Estigmas da Vagina”, em parceria com Nielsen Brasil e a Troiano Branding.

Para o estudo, no mês de agosto foram entrevistadas 398 mulheres, de 16 a 45 anos, das regiões Sudeste, Nordeste e Sul do Brasil e trouxe aspectos importantes da jornada de autoconhecimento: descoberta, saúde, estética, prazer e empoderamento. 

Um dos resultados que a pesquisa mostra é que a vagina está muito ligada a saúde da mulher, prazer feminino, sexualidade, amor próprio, aceitação, autoconhecimento, menstruação, depilação estética, empoderamento, autonomia e estigma. E, para muitas, falar sobre vagina abertamente significa trazer luz a esse tema que ainda incomoda algumas pessoas e nem sempre é fácil de ser debatido. 

Outro dado que chamou a atenção é sobre a questão de autoaceitação, já que algumas mulheres também precisam lidar com críticas externas, assédio e humilhação devido ao formato de suas vaginas: 68% relatam ter algo que não gostam na vagina. Os pelos aparecem com 33%, seguidos da cor (18%), cheiro (18%), aparência (17%) e tamanho (15%).

Para Monica Fernandes, Líder de Consumer Insights de Cuidados Adulto e Feminino da Kimberly-Clark há um desejo de abraçar a diversidade de formas, cores, tamanhos e aspectos, mas a prática é outra. “O processo de desconstrução está em andamento. Além disso, o discurso social sobre a liberdade da vagina ainda não é totalmente vivenciado, o que mostra que é algo ainda muito forte a ser superado”.

EMPODERAMENTO
Apesar de a vagina ainda ser fonte de medos e ansiedades, o contato da mulher com a própria vulnerabilidade, para muitas, é uma jornada de grande empoderamento vivida a partir do bom relacionamento com as próprias vaginas. E, para algumas entrevistadas, o conhecimento abre as portas para o cuidado adequado com a saúde da região vaginal, questionando estigmas e colocando-os em contato com as experiências de outras mulheres. 

“A vagina expressa uma dualidade inerente ao feminino: fragilidade e força. Mostra ao mesmo tempo a fragilidade da mulher, com seus medos, vergonha e força, com prazer e conexão. E é por meio do conhecimento e autoconhecimento que as mulheres navegam entre essas duas polaridades, atingindo um estado de autoestima positiva, quando esses dois polos estão bem equilibrados”, afirma Monica Fernandes.

O estudo mostrou que as mulheres precisam superar muitos desafios e descobrir muito sobre si mesmas para chegar ao ponto da jornada que abre o acesso à liberdade, à autoestima, ao prazer e ao empoderamento. Além disso, o relacionamento com a própria vagina quase sempre reflete o que elas expressam ser na vida.
A pesquisa faz parte da campanha de lançamento da linha Antibacteriana e Defesas Naturais, de Intimus.

DADOS DA PESQUISA

Críticas sobre a vagina: 
- 68% se dizem insatisfeitas com a vagina

O que mais incomodam da vagina:
- Pelos 33%;
- Cor, 18%;
- Cheiro, 18%;
- Aparência, 17%;
- Tamanho 15%;

Com que frequência tocam na vagina:
Das entrevistadas, 1 em cada 4 não costuma tocar na vagina. No entanto, as mulheres de faixa etária mais velha, entre 35 e 45 anos, afirmam fazê-lo com mais frequência do que as mais jovens, o que mostra que a maturidade traz mais intimidade com o próprio corpo.

Com que frequência olham a vagina:
- 52% olham todo dia, sendo 46% de 16 a 23 anos, 51% de 24 a 34 anos e 58% de 35 a 45 anos;
- 17% de 2 a 4 vezes por semana, sendo 24% de 16 a 23 anos, 18% entre 24 e 34 anos e 12% entre 35 e 45 anos;
- 15% não têm o costume de olhar a vagina;

Sobre concordar que a vagina é bonita:
51% concordam e 27% não concordam;

Depilação dos pelos pubianos:
- 32% fazem uma vez por semana;
- 24%, a cada 15 dias;
- 16%, uma vez por mês;

Como fazem a remoção dos pelos pubianos:
- 66% usam lâmina;
- 13%, cera quente;
- 61% das entrevistadas fazem depilação total;

Sexo oral
- 52% se sentem confortáveis em receber sexo oral;
- 18% se sentem desconfortáveis;