Comemorado nesta sexta-feira (6), o Dia do Sexo é a oportunidade perfeita para apimentar a relação, ainda mais se levado em conta que a data também é véspera de feriado e sexta. Afinal, todo mundo concorda, mesmo que nem sempre assuma, que sexo é um assunto de interesse comum. Quem não gosta de falar (e fazer) sobre isso? Inclusive, se tem um assunto que a ciência adora pesquisar é sexo. 

São esses estudos, realizados ao longo dos anos, que nos trouxeram informações interessantes e muito úteis sobre o tema. Além disso, ficou mais que provado que a atividade faz bem à saúde de várias maneiras. Com isso em mente, e para te incentivar ainda mais a celebrar a data, selecionamos alguns benefícios comprovados pela ciência para que você faça mais sexo. Confira.

Sono 

Se você estiver com dificuldades para dormir, fazer sexo pode ser uma boa opção para a tão sonhada noite de sono. É o que diz um estudo realizado pelo especialista em sono, Michele Lastella, da Universidade Central Queensland, na Austrália. A pesquisa apontou que ter uma relação sexual antes de ir para a cama é o segredo para um sono perfeito, já que a qualidade do sono está diretamente associada ao orgasmo e à satisfação mútua dos parceiros. 

O efeito “sonífero” do sexo está conexo à produção de um "coquetel bioquímico" durante e após a relação. Um baixo nível de estresse, associado ao sentimento de intimidade, causado pela ocitocina, e de euforia, movido pela liberação de endorfinas, tem um efeito calmante que induz o sono. A relação sexual também desencadeia outras alterações que propiciam uma noite melhor.  Nas mulheres, há um aumento do estrogênio, que melhora o ciclo REM e contribui para um sono mais profundo. Já nos homens, há maior liberação de prolactina, hormônio diretamente responsável pela sensação de fadiga.

Funcionamento do cérebro

Se alguém duvida que sexo faz bem dos pés à cabeça, os cientistas fazem questão de provar. Um estudo publicado pelo Journals of Gerontology, Series B: Psychological and Social Sciences, periódico científico da universidade de Oxford, no Reino Unido, apontou que o sexo tem uma forte influência sob a saúde cerebral. Segundo os pesquisadores, a frequência com que as pessoas praticam as atividades sexuais afeta diretamente a fluência verbal e consciência visual das pessoas com mais de 50 anos.

Assim, os resultados revelaram que aqueles que fazem sexo com mais frequência se saem melhor na fluência verbal. Além disso, são capazes de lembrar a maior quantidade de objetos e espaço entre eles.

Envelhecimento das mulheres

Encontrar a "fonte da juventude" pode ser mais fácil do que se imagina. Pelo menos é o que indica um estudo publicado no jornal Psychoneuroendocrinology. As descobertas apontam que, em um nível celular, fazer sexo pelo menos uma vez por semana melhora a saúde física da mulher. O estudo afirma que o aumento da atividade sexual pode ajudar a diminuir o envelhecimento celular, pois aumenta o comprimento dos telômeros no final das cadeias de DNA, e os alongamentos maiores estão associados ao envelhecimento lento, maior expectativa de vida e melhoria da saúde geral.

Raciocínio

Além de prazeroso, fazer sexo é extremamente saudável. Mas não é só a prática da relação sexual que faz bem à saúde. Pensar em sexo também traz os seus benefícios. De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Amsterdã, na Holanda, pensar em sexo pode aumentar seu desempenho no desenvolvimento de algumas tarefas. Isso porque, quando pensamos nisso, nosso cérebro ativa uma área “projetada” pela evolução para ajudar na reprodução.

Por conta disso, começamos a prestar mais atenção nas outras pessoas, a achá-las especialmente atraentes e a tentar identificar sinais de interesse sexual. Com o aumento da nossa atenção e o nosso foco nos detalhes, nossa percepção fica mais aguçada, favorecendo o raciocínio.

Aumento na inteligência

As boas notícias sobre sexo só aumentam. Além de todos esses benefícios, fazer sexo pode também aumentar a inteligência e a memória. Isso é o que aponta uma pesquisa realizada por neurocientistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. De acordo com o estudo, o ato sexual é capaz de criar neurônios e gerar massa cerebral. Ainda segundo a pesquisa, isso acontece principalmente no hipocampo, que é a área responsável pela memória a longo prazo. 

Além disso, o estudo mostrou que fatores como estresse, fazem com que haja um encolhimento do hipocampo e o sexo pode agir de forma a contestar esse efeito. Para completar, a pesquisa apontou que a prática de sexo aumenta a concentração de oxigênio no cérebro. 

Desempenho profissional

Uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Oregon, nos Estados Unidos, diz que a vida sexual e o desempenho profissional também estão ligados. Divulgado pelo professor Keith Leavitt, o levantamento acompanhou 159 casais durante duas semanas. Aqueles que afirmaram ter feito sexo apresentaram melhor humor no dia seguinte e, consequente, engajamento ao longo das horas de trabalho.

Por outro lado, os dados também confirmam que levar estresse do trabalho para casa afeta a vida sexual. Não largar as funções profissionais em horários de descanso faz com que o aumento da dopamina, componente liberado durante o sexo, não tenha o mesmo potencial motivador.

Salário 

Os benefícios da prática não param de aparecer: sexo também faz bem para o bolso. É isso o que diz um estudo comportamental britânico realizado pelo professor de economia Nick Drydakis. Segundo a pesquisa, funcionários que fazem sexo duas ou três vezes por semana ganham até 4,5% a mais do que aqueles que ficam muito tempo sem ter relações sexuais.

No entanto, o estudo não diz se foi o sexo que melhorou o desempenho das pessoas no trabalho ou se foi o trabalho que deixou o sexo mais frequente. Mesmo assim, sabendo que uma boa relação sexual estimula a criatividade e dá ânimo, podemos apostar na primeira opção, não é?

Crises de enxaqueca

Uma pesquisa alemã analisou os níveis de dor em voluntários que toparam fazer sexo durante uma crise de dor de cabeça. Cerca de 60% das pessoas que fizeram sexo enquanto estavam com enxaqueca tiveram uma diminuição significativa ou até mesmo total da dor. 

Já entre aqueles que sentiam cefaleia, 30% afirmaram que a dor diminuiu muito ou, inclusive, passou totalmente. Isso se deve à endorfina liberada durante o orgasmo, além, é claro, do aumento da circulação sanguínea na região genital, fator que parece ter relação direta com a diminuição das dores de cabeça. 
 
Controlador do estresse

Um estudo realizado na Escócia acompanhou voluntários que mantiveram relações sexuais durante duas semanas e, após, realizaram tarefas estressantes. Aqueles que tinham feito sexo tiveram os menores índices de pressão arterial e se recuperaram do estresse mais facilmente do que os indivíduos que não tinham feito sexo. Além disso, durante o orgasmo o organismo reduz os níveis de cortisol, fato que ajuda a ficar mais calminho.

Queima calorias

Sexo é exercício. Em média, você pode perder até 100 calorias em uma "rapidinha".

Imunidade do corpo

Você vive resfriado? Fazer sexo até duas vezes por semana melhora o seu sistema imunológico, já que aumenta e os anticorpos em 30%.