Informações da ONG Criança Segura revelam que, anualmente, cerca de 4,5 mil crianças morrem e outras 122 mil são hospitalizadas em razão de acidentes domésticos. Sufocamento, queda, queimadura, intoxicação e afogamento estão entre as principais causas. No entanto, os acidentes domésticos podem ser prevenidos com pequenas adequações.

“Cerca de 90% dos incidentes envolvendo crianças dentro de casa poderiam ter sido evitados”, diz a coordenadora do Departamento de Terapia Intensiva, Urgência e Emergência da Sociedade Goiana de Pediatria (SGT), Thais Miyagui. Vigilância integral e mudança de hábitos fazem a diferença, de acordo com a médica. “Deixar o cabo da panela virado para o lado de dentro do fogão, por exemplo, evitaria um acidente envolvendo queimaduras.”
 
Outra preocupação dos pediatras são os afogamentos, que podem acontecer até mesmo em residências sem piscina. “Nesse caso, os problemas são os baldes, banheiras, bacias, máquinas de lavar, tanques e o vaso sanitário. Essas armadilhas parecem não oferecer riscos, mas são potencialmente mortais”, explica a médica, ressaltando que nas casas que têm piscina a proteção adequada para impedir o acesso da criança até essa área é fundamental.
 
Dicas para evitar acidentes domésticos
 
De 0 a 1 ano

- Na hora do banho, verifique a temperatura da água e jamais deixe a criança sozinha na banheira;
- Proteja o berço e o cercado com grades altas e estreitas;
- Coloque proteção nas tomadas e evite fios elétricos soltos.
 
De 1 a 6 anos

- Use obstáculos na porta da cozinha e mantenha a porta do banheiro fechada;
- Guarde produtos de limpeza e remédios em armários altos e trancados;
- Coloque proteção nas escadas e janelas. Proteja também os cantos dos móveis.
 
Acima de 6 anos

- Obrigue a criança a usar equipamentos de proteção ao praticar esportes;
- Evite brincadeiras com bombinhas e fogos de artifícios, pois são perigosos e podem queimar;
- Jamais deixe a criança nadar sozinha.