Encontrar a "fonte da juventude" pode ser mais fácil do que se imagina. Pelo menos é o que indica um estudo recentemente publicado no jornal Psychoneuroendocrinology. As descobertas apontam que, em nível celular, fazer sexo pelo menos uma vez por semana melhora a saúde física da mulher.
 
O estudo afirma que o aumento da atividade sexual pode ajudar a diminuir o envelhecimento celular, já que resulta no maior comprimento dos telômeros no final das cadeias de DNA. Os alongamentos maiores estão associados a envelhecimento lento, maior expectativa de vida e melhoria da saúde geral.
 
O experimento, que foi realizado na Universidade da Califórnia, em São Francisco, envolveu mais de 100 mulheres em relacionamentos de longo prazo. Cada uma foi avaliada de acordo com a atividade sexual, o suporte ou conflito de parceiros e a satisfação geral com o relacionamento. Conforme o estudo, essa satisfação não tem relação com o comprimento dos telômeros, desde que a mulher tenha praticado sexo pelo menos uma vez por semana. Assim, aqueles que eram mais sexualmente ativos tinham telômeros mais longos.
 
Herdamos telômeros de nossos pais, mas não importa o comprimento dessas estruturas ao nascer, todas ficam mais curtas à medida que envelhecem. Quando os telômeros são muito curtos, as células não podem mais se reproduzir, o que faz com que os tecidos degenerem e acabem por morrer.
 
Vale ressaltar que a falta de sexo não é a única razão pela qual os telômeros diminuem. Isso também pode ser atribuído a práticas não saudáveis ou a uma experiência traumática. No entanto, quanto mais as pessoas se exercitam, menos suas células parecem envelhecer. Embora não haja garantia de que pessoas com telômeros mais longos terão vidas mais saudáveis, as chances podem estar a favor.