A maquiagem faz parte da rotina da maioria das mulheres. Mas será que ela faz mal à pele se usada todos os dias? “Não há problemas, desde que algumas instruções sejam seguidas. É preciso escolher os produtos ideais e adequados ao seu tipo de pele, lembrar todos os dias que a pele precisa ser higienizada e, em hipótese alguma, dormir de maquiagem”, afirma a dermatologista Thais Pepe, membro da Academia Americana de Dermatologia. 

De acordo com a especialista, longe de fazer mal, as maquiagens podem ser até benéficas. “O uso de cosméticos, como base, rímel, sombra, batom, blush, entre outros, também pode ajudar a prevenir e combater o envelhecimento, dependendo dos ativos que o produto traz na formulação. Muitas vezes, o papel desses cosméticos não se limita a trazer coloração, textura e uniformidade para o rosto. A maquiagem hoje tem um apelo muito grande na manutenção do equilíbrio da fisiologia e da proteção da nossa pele contra os danos ambientais”, esclarece. 

Benefícios além da estética 

Segundo a dermatologista, bons produtos de maquiagem podem atuar como um anteparo físico, de forma que algumas maquiagens mais modernas trazem ativos capazes de tratar a pele e contam com a presença de antioxidantes, vitaminas, ácido hialurônico, antipoluentes e substâncias que promovem efeito tensor. Além disso, eles podem ser importantes na proteção contra a radiação ultravioleta, poluição, tempo seco, ventos e luz visível.

A base facial com pigmento ou aquele protetor com cor, segundo estudos, podem fazer uma blindagem contra a luz visível, principalmente quando contam com óxido de ferro. “A luz visível pode desencadear ou piorar doenças de pele, como melasma e rosácea. O uso regular das sombras, junto à base do nariz e no canto medial dos olhos, áreas de difícil aplicação do fotoprotetor, forma uma película de pigmentos que protege a região dos danos da exposição à radiação ultravioleta. Isso também diminui a chance de cancerização nessa região bastante sensível, fina e predisposta ao aparecimento das lesões”, diz. 

No caso dos batons, além de deixar os lábios mais úmidos e hidratados, os mais tinturados e opacos são indicados também para maior proteção contra os danos ambientais, além de funcionar como uma barreira que impede a penetração de micro-organismos. Outro produto que pode ajudar é o rímel, que já foi destacado como uma proteção aos olhos contra agentes externos e processos infecciosos. 

“No geral, há um revestimento do tecido como um todo, por conta da base e pigmentos da maquiagem e do veículo, que provocam um processo de oclusão completa da pele, o que colabora na preservação”, afirma. Mas é sempre bom lembrar que esses produtos devem ser de boa qualidade, bem formulados e de marcas consagradas.

Como remover corretamente

Uma das formas mais eficazes de remover a maquiagem da pele com o uso dos demaquilantes. “O papel do demaquilante é remover a maquiagem e dar maciez à pele, sem entupir os poros da face. O produto deve ter uma formulação suave, o mais natural possível. Produtos com álcool podem fazer mal. Outro aspecto importante a composição da fórmula, que deve ser livre de derivados de petróleo”, afirma a dermatologista.

Para escolher corretamente o produto, lembre-se de que, no geral, demaquilante em creme é ideal para peles envelhecidas, sensíveis ou secas. Já a versão líquida se adequa a todos os tipos de pele, até as mais sensíveis, mas nem sempre tira direito maquiagem à prova d’água. Demaquilante bifásico é metade óleo, metade água, ideal para tirar o make à prova d’água, mas não é indicado para peles acneicas ou oleosas. Demaquilante em leite é ótimo para pele sensível, seca ou ressecada, mas também não é indicado para a pele com acne ou pele oleosa. Já o em lenço pode variar na composição e ser adequado para cada tipo de pele.