As estrias são alterações comuns na pele e dificilmente você vai conhecer alguma mulher sem essas marquinhas. Elas podem ser discretas ou exuberantes, dependendo de cada tipo de pele, mas a verdade é que incomodam muito. Na internet é possível encontrar várias imagens mostrando o “antes e depois” de uma técnica que mescla tatuagem com estética, onde o profissional cobre as estrias com uma tinta de cor da pele. Os resultados encantam quem está insatisfeito com essas cicatrizes, formadas quando há destruição de fibras elásticas e colágenas da pele.

Na busca pelo corpo perfeito, muitas mulheres procuraram por esses procedimentos milagrosos que prometem solucionar o desconforto. Mas a dermatologista Paula Azevedo destaca que a alternativa é arriscada, pois a pele sofre mudanças e não é possível ter controle sobre isso, o que pode se tornar um grande problema.

“Com a exposição solar existe uma grande chance de que a cor usada para camuflar as estrias fique diferente da cor da pele bronzeada. Além disso, os pigmentos usados nesses procedimentos são de óxidos de ferro e dióxido de titânio, responsáveis por diferentes cores e pela cor branca, respectivamente. Quando entram em contato com o sol, eles podem sofrer facilmente alterações em sua forma química fazendo com que a cor seja alterada”, explica a dermatologista.

Algumas pessoas têm usado a técnica para camuflar olheiras, o que pode provocar um resultado ainda mais preocupante, já que o contato do sol com o rosto é maior se comparado a outras partes do corpo. A dermatologista destaca que esse tipo de procedimento é contraindicado e que, no caso das olheiras, a situação pode se agravar porque com o processo de envelhecimento natural a pele vai perdendo elasticidade e o local tatuado não ficará na mesma posição.

Tratamentos seguros

Para quem quer manter a pele bonita sem correr riscos, o recomendado é fazer tratamento com acompanhamento de um dermatologista. “O melhor é procurar ajuda de um especialista e ver qual o tipo de sua olheira, se o problema é vascular, pigmentar, de profundidade do local ou um misto desses. Existem tratamentos diferentes para cada tipo de olheira, que vão de ácidos a lasers”, explica a médica.

As pacientes podem optar por tratamentos semipermanentes, como laser e preenchimento. Já para quem procura algo mais acessível e temporário, a dica é o uso de corretivos e maquiagem com a devida indicação do dermatologista para cada tipo de pele.

“Cuidar das estrias também exige uma avaliação prévia para saber o tempo de existência e a qualidade da pele local para, depois, propor tratamentos adequados. No mercado há várias opções temporárias ou semipermanentes. O jet bronze, por exemplo, é uma alternativa acessível que deixa a pele dourada sem precisar pegar sol e disfarça bem as estrias. Os autobronzeadores, se recomendados por médicos especialistas, também são uma boa saída. Além disso, no consultório optamos por laser, microagulhamento, radiofrequência, entre outros tratamentos”, finaliza.