Com pouco mais de duas semanas desde seu início, o inverno brasileiro já trouxe dias com temperaturas mais amenas e um pequeno escape dos desconfortos causado pelo típico calor do país. Esta estação também traz as condições ideais para quem busca procedimentos estéticos.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o Brasil registra um aumento de até 50% no número de cirurgias e procedimentos realizados entre os meses junho e julho. Isso acontece porque o clima mais ameno da estação mais fria do ano oferece algumas vantagens durante o pós-operatório.

Vale lembrar, é claro, que não há restrições médicas a respeito da época para realizar a cirurgia plástica e outras técnicas. O ideal é escolher o período que for mais confortável para o paciente. No entanto, para quem quer realizar procedimentos durante o inverno, selecionamos três técnicas ideias para a época. 

Músculo definido

Procedimento que utiliza tecnologia ultrassônica e promete musculatura mais definida, o Vaser Lipo chegou recentemente a Goiânia. Trata-se de um aparelho que emite ondas ultrassônicas capazes de promover derretimento da gordura. As ondas são direcionadas especificamente ao tecido adiposo, preservando nervos, vasos ou estruturas de colágeno, o que não ocorre na lipoaspiração comum. Ao mesmo tempo em que a cânula faz o derretimento da gordura, promove a produção de colágeno, e a pele retrai mais facilmente, impedindo a flacidez.

O cirurgião plástico Armando Teixeira explica que o Vaser Lipo é um tratamento mais completo, devido a retração da pele, proporcionada a partir da estimulação de colágeno no momento da lipoaspiração. Segundo ele, em 24 horas já é possível observar grande contração da pele. “Em muitos casos, na lipoaspiração comum, quando a paciente tem muita flacidez precisa passar também pela abdominoplastia. O Vaser Lipo permite diminuir essa chance, já que enrijece a pele”, esclarece. A recuperação é semelhante à da lipoaspiração comum. 

Combate à flacidez

Quem busca combater a flacidez, tanto facial quanto corporal, a radiofrequência é uma técnica que entrega resultados surpreendentes. O procedimento, nada invasivo, consiste na aplicação de frequências que estimulam novas fibras de colágeno e garantem uma melhoria no aspecto da pele. O combate à gordura localizada funciona a partir do alto nível de calor gerado pela radiofrequência, o que melhora o metabolismo, aumentando os nutrientes e diminuindo o estoque de energia, o que implica na redução do volume de gordura. Dessa forma, essas frequências projetadas no corpo atingem o tecido subcutâneo, a camada mais profunda da pele.

“Essa tecnologia age através da geração de ondas de alta frequência que levam ao aquecimento do tecido abaixo da pele a temperaturas entre 39 e 42 graus.  É um procedimento não invasivo e causa efeitos apenas na área de tratamento, sendo recomendado uma média de 5 a 10 sessões com intervalos semanais, a depender do tipo e marca do aparelho utilizado e da associação com outras tecnologias disponíveis em consultório”, explica a dermatologista Alessandra Serquiz.

Foco no rosto

Já quando falamos em cuidados e a busca por rejuvenescimento facial, entram os bioestimuladores de colágeno, como ácido poli-L-láctico e hidroxiapatita de cálcio. Injetados na pele, por meio de agulhas ou cânulas, eles estimulam a produção de colágeno, melhorando a textura da superfície da pele, o que resulta em um efeito mais jovem e saudável.