“Espelho, espelho meu. Existe alguém mais bela do que eu? ” Ouvir a resposta pode não ser uma tarefa fácil, principalmente quando algo no corpo desagrada. Orelha ou nariz grandes, seios pequenos, barriga flácida e vários outros “defeitos” não-aceitos pelas mulheres podem levar até à depressão. “Antes de qualquer coisa, autoestima é um estado de espírito”, afirma o cirurgião plástico Marcos Sawaia. 

Para melhorar a autoestima, as intervenções cirúrgicas podem ser grandes aliadas. Mas, antes, a paciente precisa consultar, em média, três especialistas, tirar todas as dúvidas e estar completamente consciente do resultado, evitando frustações.

Sawaia conta que o contorno corporal, ou body lifting, é a maior procura entre o grupo de mulheres de 25 a 50 anos. O procedimento melhora a forma e o tônus dos tecidos que sustentam gordura e pele. Pode ser feito na área abdominal, se estendendo em torno das laterais, na área inferior das costas, glúteo, virilha ou coxa. Já na faixa etária dos 70 anos são as ruguinhas que mais incomodam.

A cirurgia corretiva nas orelhas também é mais um dos procedimentos realizados para levantar a autoestima, seguida da plástica na mama. Mulheres mais jovens geralmente recorrem ao procedimento de implante de silicone, já as que são mães vão em busca de um remodelamento após a amamentação.

Ame a si mesma

A psicóloga Regina Magali de Castro ressalta a importância de a mulher estar bem consigo mesma antes de enveredar por um procedimento cirúrgico. “Acredito que a cirurgia vem como um complemento. É uma armadilha acreditar que ela pode minimizar frustações. Muito pelo contrário, se essas frustrações forem ignoradas ou transferidas, o incômodo pode ser potencializado”, analisa.

Mas a especialista ainda observa que as mulheres estão cada vez mais conscientes em relação ao que lhes faz bem. “Penso que estamos menos reféns de padrões de beleza socialmente impostos e de vontades externas. Isso é maravilhoso, pois dá mais consciência às decisões tomadas”

Questionário:

Responda e busque identificar a real motivação de uma intervenção cirúrgica:

Como está a minha vida hoje?
O que imagino que vai mudar com a cirurgia?
Será que, ao operar, o sentimento que tenho em relação a mim e meu corpo irá mudar?
O que esperar da vida pós-cirurgia?