“A mulher que não usa perfume não tem futuro.” A frase é uma das célebres proferidas por Coco Chanel, criadora de um dos grandes ícones quando o assunto é esse: a fragrância Chanel Nº 5. Parte da responsável por imortalizar o perfume foi Marilyn Monroe que, quando questionada sobre o que vestia para dormir, respondeu: “Apenas duas gotinhas de Chanel Nº 5”.

A fragrância surgiu em 1921, após a jornada da irreverente Coco em busca do perfume perfeito. O contexto histórico e todos os elementos que perpassam a figura da criadora da marca deram a alcunha de clássico ao Nº 5. Ao longo dos anos, outras fragrâncias envasadas em embalagens igualmente icônicas se juntaram à lista de ícones da perfumaria.

“Acredito que são vários fatores que levam uma criação a se tornar um clássico. Temos, por exemplo, as águas de colônia, fragrâncias super leves, que Napoleão levava em um frasquinho dentro da bota e usava para se refrescar. Essa família olfativa é clássica, atemporal. A Colônia 4711, alemã, tem mais de 200 anos. Atravessou o tempo”, comenta Pedro Pohlmann, à frente do perfil Perfumes do Pedro (@perfumesdopedro) no Instagram. Nele, os seus estudos sobre ingredientes, fabricação, famílias olfativas e a história de cada estilo de fragrância são divididos com os seguidores que têm dúvidas de como encontrar o perfume ideal.

“O mundo das fragrâncias é encantador. Conversamos diariamente sobre estilo, perfume e até romance, afinal, em algum momento, todos os tópicos se encontram”, diz. Voltando ao Chanel Nº 5, Pedro acredita que há vários pontos que o fazem resistir entre os preferidos. “Ele também lançou um caminho olfativo: o dos florais aldeídicos, perfumes com muitas flores e ingredientes super nobres. Também foi um dos primeiros de uma marca de moda”, comenta. “Um clássico não é planejado, ao meu ver. Ele acontece quando há algo novo e que cai no gosto do público, tanto que acaba sendo fonte de inspiração, marcando, assim, gerações inteiras”, destaca.

Shalimar de Guerlain é outro exemplo dado por ele. “Foi um dos primeiros orientais e, com quase 100 anos, segue um sucesso. Assim como o Angel, de Thierry Mugler, um dos primeiros perfumes orientais gourmand (aqueles docinhos, que lembram doces), que com quase 30 anos ainda é referência”, comenta. Os perfumes da década de 1980, como Coco, de Chanel, ou Ysatis, de Givenchy, estão entre alguns dos preferidos de Pedro pela complexidade. “Os anos 80 foram de uma riqueza enorme, com fragrâncias super intensas, complexas, até difíceis de se entender”, diz.

Os clássicos

Chanel N° 5

O ícone dos ícones. O perfume é mundialmente reconhecido como um clássico e sinônimo de elegância. Lançado em 1921, o N° 5 é o símbolo da feminilidade mesmo após quase 100 anos.

 

Shalimar, da Guerlain

A fragrância oriental continua uma escolha popular de perfume para mulheres desde o seu lançamento, em 1924.

 

Angel, de Thierry Mugler

É tido como o primeiro perfume gourmand, ou seja, feito com ingredientes de comer (praliné e chocolate). Um marco tanto para Mugler, como para a indústria de fragrâncias, o perfume com característica doce foi lançado em 1992.

 

Colônia 4711

O exemplar alemão tem mais de 225 anos e tem um frasco inconfundível.

 

Red Door, de Elizabeth Arden

A fragrância sinônimo de elegância foi criada em 1989 e é a cara dos anos 90. Se tornou símbolo de glamour, com embalagem inspirada no famoso Red Door Spa Center.

 

J’Adore, de Christian Dior

J’Adore é uma fragrância criada por Calice Becker para Christian Dior em 1999. Se tornou um bestseller desde o seu lançamento e já ganhou diversas versões com propagandas igualmente icônicas.

 

Opium, de Yves Saint Laurent

O original e clássico Opium foi lançado em 1977, sendo reproduzido posteriormente em outras versões. O nome, obviamente, provocou controvérsias à época, iniciando boatos do uso de drogas de seu criador.

 

La Femme, da Prada

Um clássico da marca. De acordo com a empresa, a intenção da fragrância é levar o usuário a uma verdadeira viagem sensorial.