No verão, é comum o aparecimento ou aumento de manchas escuras no rosto. Conhecidas como melasmas, essas manchas aparecem ou ficam mais fortes devido à maior incidência da radiação solar, que é o principal fator para o agravamento da doença. O acometimento do melasma é mais frequente em mulheres na faixa dos 25 aos 40 anos, sendo que apenas 10% dos casos acontecem em homens. "O melasma nada mais é do que a concentração excessiva de melanina, pigmento que dá cor à pele", explica a especialista em estética Mariane de Chiara.

A alta exposição solar é o principal motivo, mas o problema também pode surgir devido ao uso de anticoncepcionais ou outros medicamentos, além de fatores hormonais, predisposição genética e gravidez. "Mesmo em uma pessoa que já tenha tratado a doença, uma pequena quantidade de luz solar pode fazer com que ela retorne. É por isso que o verão é a época em que os casos aparecem com mais frequência", conta a especialista.

Usar protetor solar diariamente, várias vezes ao dia, é imprescindível. E a recomendação profissional é para que o produto seja aquele que proteja contra os raios ultravioleta A (UVA) e B (UVB).

Como o melasma não tem cura, para que ocorra a amenização das manchas é necessário seguir um tratamento contínuo,,sendo que cada caso deve ser avaliado individualmente por um médico especialista. Além do uso diário do protetor solar, os tratamentos podem ser feitos através de medicamentos prescritos pelo médico ou, ainda, procedimentos como peeling, microagulhamento e luz intensa pulsada.

"Existe um protocolo específico à base de ácidos para o clareamento das manchas. Trata-se de um sistema de desintoxicação que, através da eliminação do excesso de radicais livres da pele, ameniza quase 100% a aparência das manchas", conta Mariane. “O mais importante é que os tratamentos sejam realizados em clínicas responsáveis e com profissionais reconhecidos pelo uso de técnicas pertinentes. O procedimento errado pode manchar ainda mais a pele", finaliza.