A tendência na conscientização humana sobre assuntos relevantes para a saúde da população, estão em pauta, devido principalmente por moradias inadequadas instaladas em ambientes inapropriados. A falta de um plano de urbanização, e o avanço das moradias sobre áreas de risco, evidencia mais ainda os perigos ao qual as pessoas enfrentam diariamente nessas localidades. Nesse sentido, estudos e implementação de tecnologias ecologicamente corretas, se tornam imprescindíveis no atual cenário não só brasileiro, como também mundial. A utilização de novas tecnologias vem sendo direcionada principalmente para o tratamento de efluentes domésticos, pois as substâncias que estão contidas nos excrementos humanos são carreadas para os corpos hídricos, resultando em problemáticas ainda maiores.

Partindo desse pressuposto, a urbanização personifica o quão prejudicial podem ser os processos de contaminação e impactos no meio ambiente, principalmente no que tange a qualidade de vida das pessoas. Portanto, a busca por soluções voltadas ao tratamento de efluentes domésticos se faz necessária, principalmente em ações que possam minimizar os efeitos deletérios das doenças advindas de carreamento inadequado do esgoto e próximos a aglomerações humanas e que está relacionada em boa parte, com a contaminação direta do solo, da água e do ar.

Diversas tecnologias sustentáveis foram desenvolvidas para tornar mais eficiente o tratamento de esgoto doméstico. Pode-se destacar o banheiro seco, a zona de raízes, a fossa negra, a fossa séptica biodigestora e a fossa verde. De todas citadas a fossa verde é a mais sustentável, pois utiliza materiais provenientes da construção civil e pneus inservíveis, com o cultivo de plantas (frutíferas ou ornamentais), além de prevenir possíveis doenças causadas por mosquitos vetores e conservar o meio ambiente. Sendo uma tecnologia de fácil acesso a comunidades de baixa renda se torna algo viável, por ser de simples instalação e custo relativamente baixo. As soluções eficientes e de baixo custo, e que se enquadrem no tripé da sustentabilidade (economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto), devem ser priorizadas tanto no âmbito urbano, quanto no rural para, com o intuito de equilibrar o uso dos recursos naturais, seu processo de recarga com a manutenção da qualidade de vida.