A princípio, o que se deve apregoar é como a existência do homem está diretamente ligada à saúde do meio ambiente. Saber consumir, descartar e produzir são ações elementares para aqueles que se preocupam com os destinos futuros das gerações que ainda estão por vir.

As mudanças que historicamente ocorrem no solo do planeta, por si só, acontecem dentro de ciclos que beiram as centenas de anos e eras, mas, com a interferência do homem, tais mudanças passaram a ser sentidas em períodos muito curtos e sem que o planeta conseguisse se reestruturar com tanta velocidade. E com essa interferência, pode-se observar as muitas consequências que estão surgindo. As comunidades passaram a conviver com intempéries que outrora não faziam parte do cotidiano dos seus antepassados e pelos quais ainda não está preparada para se precaver, por serem totalmente estranhos e fora de propósito de suas localidades. Basta, para isso, serem citadas enchentes maximizadas em locais onde antes não ocorriam, alterações nas temperaturas, aparecimento constante de erosões e assoreamentos ou até mesmo processos pandêmicos.

Somente a pouco tempo atrás o homem se deu conta de que as reservas de recursos naturais são esgotáveis, dado à grande diferença entre o grande volume extraído e a potencialidade do planeta em produzir novos materiais dentro do fator temporal. Para isso, e de modo a conter essa diferença entre produção e escassez de materiais, os ambientalistas contam com a educação como forte aliada.

Já dizia o dito popular muito comum que prevenir é melhor do que remediar. Neste contexto, reafirma-se a necessidade de criar a consciência do entendimento da precariedade do planeta diante de tanta destruição. É preciso urgentemente recuperar áreas degradadas nas florestas, nas nascentes de córregos e rios, pois assim, após décadas, ao evaporarem, a temperatura cairá, o que trará chuvas menos tempestuosas. É fato que o que segura as águas dos rios a correrem em seus leitos são as árvores e, desta forma, diminui-se o assoreamento dos solos. Ao agir ecologicamente, cria-se maior cidadania, concede-se ao homem do campo novamente maiores possibilidades de se manter dignamente em seu meio, devolvendo-lhe o respeito e o amor ao lugar onde reside e cria sua família.

De uma maneira geral, as autoridades científicas, executivas, legislativas e empresariais reconhecem a necessidade de preservação do meio natural. Nesse campo, o assunto desenvolvimento sustentável vem tomando forma e ganhando adeptos em todo o mundo, mas em ritmo lento. Em contrapartida, a evolução do consumo se mostra ainda mais em crescimento. O conceito inerente ao desenvolvimento sustentável tem como premissa criar novas formas, apresentando novos produtos que façam o mesmo trabalho que antes era oriundo do extrativismo com a mesma qualidade, ou mesmo o incentivo à reciclagem de materiais, o que leva a uma baixa extração de matérias primas. É através dos princípios do desenvolvimento sustentável que se visa a proteção do planeta e da vida na Terra, sem, com isso, causar desabastecimento ou diminuição do poder produtivo, mantendo dessa forma o crescimento econômico, fora da possibilidade do suicídio inevitável, caso as antigas formas de produção sejam mantidas.

A questão ambiental enfrenta grandes desafios no nosso país, como em outros países em desenvolvimento, devido à combinação de degradação ambiental, pobreza e outros problemas sociais. Trata-se basicamente da má distribuição de renda, da exploração do trabalho, da falta de consciência ambiental e da má educação para o preservar.

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Hélcio Marques Junior
Biólogo e Pedagogo
Especialista em Docência Universitária
Mestre em Ecologia e produção Sustentável
Doutorando em Ciências Ambientais
Professor Titular da UniAraguaia e professor Adjunto II, da Puc-Go