As abelhas são essenciais para a manutenção da vida na terra. Esses pequenos insetos prestam um serviço natural e extremamente importante à humanidade. Através da polinização, as abelhas viabilizam o processo de reprodução das plantas. Contudo, grande parte da população apresenta-se temerosa ao avistar abelhas, seja por processos alérgicos ou medo de serem atacados. Mas o que se deve levar em questão é a extinção das espécies e o real impacto que esse fenômeno acarretaria para a humanidade.

Atualmente, 73% das espécies agrícolas conhecidas dependem das abelhas para a polinização. No Brasil, temos em torno de 141 espécies cultivadas, e mais da metade são dependentes desses insetos para completarem seu ciclo. Quando se aborda o tema abelhas, automaticamente se correlaciona a produção de mel, realizada pela espécie africana, que foi introduzida no país. No entanto, desconhece-se outras funções das abelhas, a exemplo das mamangavas que são indispensáveis na polinização das flores do maracujá.

Existe uma incrível diversidade de espécies de abelhas sem ferrão e muitas ainda a serem descobertas. Diversas abelhas produzem mel apenas para o consumo da colmeia e outras têm a capacidade de produzir um excedente, que pode ser aproveitado por outros animais e humanos. Incentivar a prática da meliponicultura vai muito além de despertar o interesse pelo mel e seus subprodutos. Como consequência, é possível incitar o respeito, cuidado e preservação ambiental. Entre as espécies existentes, algumas são mais conhecidas, como as abelhas jataí, mandaçaia, uruçu e canudo. Em virtude dos grandes desmatamentos de florestas nativas e uso de defensivos agrícolas não seletivos, as abelhas estão cada dia mais presentes nos grandes centros. Diante disso, é importante demonstrar a importância e benefícios das abelhas em zona urbana, bem como avaliar e especificar o nível de conhecimento sobre as abelhas sem ferrão e a aceitabilidade para a sua criação em zonas urbanas.

Disponibilizar para a sociedade a possibilidade de viver de forma simbiótica com as abelhas sem ferrão, informando a sua real importância e benefícios para as espécies vegetais urbanas, é fundamental.

Abelhas sem ferrão já fazem parte do dia a dia, é bem comum encontrar pequenos jataís polinizando jardins. Elas são de extrema importância para a produção de alimentos e são responsáveis por desempenhar um papel extraordinário.

Cada espécie é especializada em uma cultura específica, e a falta de polinização correta das culturas pode influenciar diretamente no sabor, cor, formato, qualidade e ganho de produção. Seja em pequenos tomates e morangos em sua horta ou grandes plantios, as abelhas sem ferrão nos proporcionam incontáveis benefícios. Além da garantia de polinização na zona urbana, esses pequenos incríveis insetos são capazes de produzir uma grande diversidade de produtos para o consumo, bem como o mel, própolis e o pólen que pode ser utilizado em saladas e diversos alimentos, uma vida saudável, rica e ao seu alcance. Sem contar o bem estar gerado ao ambiente com flores, frutos e a sensação indescritível de estar cada vez mais em contato com a natureza. É importante que haja união dos pesquisadores com projetos direcionados à população para que o mel se torne também um produto comercial, contribuindo, assim, para geração de renda das famílias.

Portanto, o uso das abelhas sem ferrão tem como principais vantagens serem de fácil manejo, não oferecerem riscos, podendo ser conduzidas por crianças, idosos e alérgicos. Na zona urbana, elas têm como função a polinização, produção do mel, própolis, néctar e pólen. Esses produtos e subprodutos podem ser consumidos pelos meliponicultores, além de ser um complemento da renda. Porém, é necessário um melhor investimento para disseminar o conhecimento do manejo e conservação das abelhas sem ferrão e, assim, incentivar a sua criação em zonas urbanas.

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Autores:

Thauanne Sales
Graduação em Engenharia Agronômica – Centro Universitário Araguaia

Prof. Dr. Milton Gonçalves da Silva Júnior
Doutor em Ecologia, Professor Titular nos Cursos de Engenharia Ambiental, Engenharia Agronômica e Engenharia Civil do Centro Universitário Araguaia.

Prof. Dr. Fernando Ernesto Ucker
Engenheiro Ambiental, Mestre em Engenharia do Meio Ambiente e Doutor em Agronomia pela Universidade Federal de Goiás. Coordenador e professor dos Cursos de Engenharia Ambiental e Sanitária e Engenharia Agronômica do Centro Universitário Araguaia.