O período de isolamento social imposto pela pandemia não só fez com que 1,3 milhão de empresas parassem ou encerrassem suas atividades até a primeira quinzena de junho, como também deve trazer queda de 5,28% no Produto Interno Bruto (PIB). Dados são do IBGE e de Boletim do Banco Central.

Tentando driblar esses efeitos, desde março, empresária ajusta negócio de bijuterias. Karla de Assis que antes tinha duas lojas em shoppings decidiu migrar para uma única loja de rua e investir em máquinas de autoatendimento. Empresária fez Sebraetec e contou com subsídio para reformar identidade visual da loja. De acordo com ela, estudos e pesquisas têm ajudado negócio a se manter.

Com a loja de rua, a empresária conta que conseguiu diminuir custos operacionais em cinco vezes. “Mesmo com a retomada do comércio, os shoppings estão muito restritivos. Decidi sair dos dois shoppings que tinham custo elevado e vir para a loja de rua com o triplo do tamanho”, explicou. As lojas em shopping tinham aproximadamente 38 m² e a loja de rua tem 100m². A empresária afirma ainda que loja tem sido bastante procurada, especialmente por conta da divulgação nas redes sociais da empresa. “Tenho enxergado novas possibilidades neste momento, que vão desde a mudança e ajuste do mix de produtos à maior exposição nas redes sociais”, explicou Karla.

Já a ideia de vender bijuterias por máquinas foi inspirada em uma viagem e o pontapé para colocar em prática foi o período de isolamento social provocado pela pandemia. A primeira foi instalada em shopping de Goiânia no final de março. Agora, a máquina está localizada em shopping de Aparecida de Goiânia. “Inicialmente elas venderam bem. Agora, talvez pela abertura de comércio, observamos queda no faturamento das máquinas”, explicou Karla. A empresária diz que estar ajustando esse canal de vendas.

Karla conta que se encantou pelo comércio on-line e que o negócio se manteria só com as vendas por esse canal se não houvesse o alto investimento em estrutura física feito anteriormente. A consagração das vendas on-line parece ser uma das poucas unanimidades do período que estamos atravessando. O comércio eletrônico pode chegar a R$ 100 bilhões de faturamento em 2020 no Brasil. Esse crescimento de mais 60% está ligado à falta de alternativas de consumo durante o período de quarentena, conveniência, aumento da oferta, dentre outros.

Muito estudo 
Nos primeiros trinta dias depois do decreto estadual de fechamento do comércio, em março, Karla disse que aproveitou para estudar melhor marketing digital. “Fiz especialização neste período e estudava oito horas por dia”, relembra. Antes disso, a empresária conta que já fez o Sebraetec para reformar a identidade visual da loja. Ela usou o subsídio do Sebrae, há aproximadamente quatro anos. “Eu lembro que paguei R$ 2.700 à época o que correspondia a 30% do valor. O Sebrae arcou com 70% restantes. Além disso, Karla conta que já participou de diversas consultorias para trazer melhorias no mix em termos de qualidade e estilo.

Diante dos empecilhos impostos pelo cenário econômico, Karla é categórica e afirma que “é preciso estudar e não ter medo de inovar”, disse. Segundo ela, se não fosse a criatividade e capacidade de inovação não teria conseguido fazer o negócio sobreviver até agora.

Para a empresária, outro fator que motivou a ida para a rua foi a possibilidade de criar espaço para as crianças já que mães representam 80% da clientela. “Vamos colocar um espaço kids e crianças são bem-vindas na loja”, afirmou Karla. A loja conta com estacionamento, maior diversidade no mix de produtos, preços variados e horário de atendimento estendido. A nova loja fica no Celina Park, em Goiânia.