Muitos são os sentimentos em comum descritos por mães de bebês prematuros que passaram pelo Hospital América, unidade do Sistema Hapvida. As experiências com a prematuridade dos filhos foram descritas por onze famílias através de cartas e entregues aos profissionais do América. Para demonstrar a força e a resistência desse momento, os relatos foram compartilhados com os profissionais da unidade e outras famílias que estão com seus bebês prematuros internados. A ação faz parte da campanha Novembro Roxo, que tem o intuito de chamar a atenção para essa causa e buscar apoio para a melhoria nos cuidados dos bebês prematuros e suas famílias.

Priscila Morais, mãe do João, explica que durante uma consulta de rotina, o médico cogitou a possibilidade de o bebê nascer prematuro, mas no primeiro momento não acreditou que de fato fosse acontecer. “Eu não fazia ideia de como era uma UTI neonatal e também não imaginava que o João poderia nascer prematuro, mesmo o médico cogitando isso. Não chegou a dar tempo de organizar nada, pois não esperava a vinda dele tão rápida, há quase 3 meses antes do previsto (..) As vezes as pessoas de fora me perguntam como tenho tanta força, mas eu vejo é que ser mãe de prematuro é viver um dia de cada vez. Mas ser mãe de prematuro também é superação, é ter história pra contar. É contar o tempo diferente, idade cronológica e idade corrigida, é difícil entender”, desabafa.

Outro relato importante descrito em uma das cartas é o da Lorhaine Fernandes, mãe do Benjamin, que acompanhou o filho por 65 dias na UTI após o nascimento. “Com 17 semanas foi diagnosticada a hidrocefalia, lábios leporinos e fenda palatina. Com 29 semanas comecei a ter contrações, sangramento e fomos direto para o hospital (..) os médicos me preparam para a grande probabilidade do meu bebe ir para a UTI e que eu não deveria estranhar se ele não chorasse ao nascer. Na hora que meu filho nasceu, um choro forte rompeu, chorei muito, de emoção sim, mas um pranto de alívio. Obrigada, Deus! E no dia 19 de abril de 2020, às 21:33, Benjamin nasceu pesando 1,4kg, prematuridade extrema, baixo peso, síndrome a esclarecer. Foram 65 dias na UTI, e a cada dia pude contemplar as mãos de Deus sobre nós. Ser mãe de prematuro é saber que o tempo de Deus não tem a ver com os dias e horas que regem nossas vidas, mas sim com o momento que vivemos, com as emoções que sentimos, com a batalha que enfrentamos e que temos que vivenciar cada um deles da melhor forma possível, aprender e crescer”.

Sobre a prematuridade
A enfermeira do Hospital América, Nayara Oliveira da Silva, explica que vários fatores contribuem para a prematuridade dos partos como a ausência do pré-natal, fumo, álcool, drogas, estresse, infecções do trato urinário, sangramento vaginal, diabetes, obesidade, baixo peso, pressão alta ou pré-eclâmpsia, distúrbios de coagulação, algumas anomalias congênitas do bebê, gestações muito próximas (menos de 6 a 9 meses entre o nascimento de um bebê e ficar grávida novamente), idade menor de 17 anos e acima de 35. “Também estão em maior risco para trabalho de parto prematuro as mulheres que já passaram por um parto prematuro, que estão grávidas de gêmeos ou múltiplos ou com história de problemas de colo do útero ou uterinos”, explica.

As consequências mais comuns da prematuridade são relacionadas com a imaturidade do intestino, dos rins, do coração, do sistema de defesas do corpo (imunológico) e dos pulmões do bebê. O prematuro não consegue, por exemplo, respirar sozinho ou mesmo sugar o leite. Para enfrentar essa situação difícil, Nayara alerta que é importante acolher as famílias. “Inúmeros estudos mostram a importância de acolher e estimular a presença dos pais na UTI Neonatal (UTIN) e da participação deles nos cuidados ao filho hospitalizado, não só para o estabelecimento do vínculo afetivo mãe-filho, mas também para a redução do estresse causado pela hospitalização e no preparo para o cuidado à saúde no domicílio”.

Novembro Roxo
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 15 milhões de bebês nascem prematuros anualmente. Isso é mais do que um em cada dez bebês. No Brasil, nascem em torno de 340 mil bebês, sendo que muitos deles não sobrevivem ou ficam com sequelas em função do nascimento antecipado. Com o intuito de chamar a atenção para essa causa e buscar apoio para a melhoria nos cuidados dos bebês prematuros e suas famílias, foi instituída a campanha Novembro Roxo.

No Dia Mundial da Prematuridade, que aconteceu em 17 de novembro, o Hospital América, que é a unidade referência do Sistema Hapvida em Goiânia para a realização de partos, promoveu uma roda de conversa para orientar sobre o Novembro Roxo. Além de profissionais de saúde na unidade, os pais dos pequenos pacientes também participaram da ação aconteceu no Hall da UTI neonatal. Além disso, os bebês prematuros receberam capinhas de super-herois. De acordo com a psicóloga da unidade, Glenya Batista, a ação teve o objetivo de reconhecer a força desses bebês durante o período de internação.

Sobre o Sistema Hapvida
Com mais de 6,5 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, RN Saúde e Medical, além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Atua com mais de 35 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 43 hospitais, 191 clínicas médicas, 43 prontos atendimentos, 175 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.