Mudança diária na rotina, pacientes sem visitas presenciais, cuidados redobrados na higiene, privação de momentos com a família e equipes cada vez mais unidas: esse é o retrato das unidades de saúde e dos profissionais que atuam nelas nos dez seis meses, desde a identificação do primeiro caso de Covid-19 no estado de Goiás, principalmente nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os profissionais que atuam na rede própria do Sistema Hapvida e que estão na linha de frente fazem relatos emocionantes de como estão lidando com essa situação.

O diretor médico do Hospital Ortopédico Promed, que faz parte do Sistema Hapvida, Renan Miller, relata que com a mudança rápida de cenário, todos os profissionais, independente do cargo, precisaram ir para a linha de frente e atuar na assistência. “Aqui dentro tem um fator de muito sofrimento, tanto para o paciente quanto para as famílias, que é o distanciamento. A necessidade de isolamento fez com que os familiares ficassem distantes do paciente, por mais que a tecnologia viesse para tentar amenizar, a gente sabe que não tem o mesmo efeito quando existe a presença, o calor humano”, explica.

Com isso, os profissionais que atuam diretamente no cuidado com os pacientes internados com coronavírus procuram ficar cada vez mais próximos da família, acolhendo sempre. “No dia a dia, para tentar amenizar o sofrimento, utilizamos a estratégia de aproximar a família da equipe assistencial, para eles começarem a ter confiança no tratamento, para melhorar o rendimento e obtermos um resultado positivo. Isso deixou bem claro para nós, mas que ainda falta para a sociedade agora, e é importantíssimo para a saúde, que é a empatia. A gente tem que sentir a dor do próximo, para poder ser capaz de melhorar a assistência”, relata o diretor médico.

Visitando diariamente a ala de pacientes infectados, a gerente administrativa do Hospital América, que faz parte do Sistema Hapvida, Adriana Rosa de Resende, avalia que não ficou doente devido ao carinho que recebe das pessoas quando chegam às unidades. “Uma situação que me marcou é que durante esses seis meses de pandemia, visitando e acolhendo esses pacientes, não fui contaminada. Eu acredito que isso se deve à gratidão e às bênçãos que a gente recebe de cada um no hospital, e isso é muito importante para nós”.

Adriana relata que a dedicação dos profissionais de saúde também fez a diferença nesses meses de combate ao vírus. “O que mais me marcou nesses últimos meses foi a colaboração de toda a equipe do hospital, sem exceção. A gente vem aumentando todos os leitos necessários para atender igualmente aos pacientes, garantindo que não falte nada para os nossos assistidos e colaboradores, e a gente tem vencido. Eu queria muito agradecer também a família dos nossos colaboradores, que são heróis, deixam em casa o amor da vida deles, para cuidar do amor da vida de alguém no hospital, e fazem isso com muita excelência. Vocês são guerreiros!”, parabenizou.

Mãe de duas crianças, a enfermeira e gerente regional de enfermagem dos hospitais de Goiás e Minas Gerais do Sistema Hapvida, Janaína Rodrigues, explica os principais desafios no combate ao coronavírus. “Assim como vários colegas, eu deixei duas filhas, eu tenho uma de 4 anos e uma de 6 anos, em casa, para ficar nos hospitais, cuidando desse cenário, muito difícil, muito desafiador, muito marcante. Eu vivi a situação da epidemia de H1N1, mas nada se compara à pandemia da Covid-19”.

E para quem atua na linha da frente, é preciso redobrar os cuidados em casa, e com os familiares. “Os pacientes são muito graves, a gente tem uma mudança de cenário diária, chegar em casa e não poder às vezes ficar tão próximo, ter todos os cuidados antes de dar um abraço no filho, um beijo no marido. As vezes não poder visitar o pai, não poder visitar a mãe, mas saber que a gente está lutando por outras pessoas, e fazendo o que a gente faz de melhor, que é salvar vidas, é gratificante. Ver um paciente que ficou 40 dias ou mais em uma UTI se recuperar e encontrar a sua família, é o que mais satisfaz toda a equipe. E apesar de todos os desafios que vivemos, e de todas as perdas que tivemos, saber que a gente pode voltar para os nossos amores, e devolver o amor de alguém, é o que mais nos alegra”, finaliza Janaína.

Sobre o Sistema Hapvida

Com mais de 6,7 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, RN Saúde, Medical, Grupo São José Saúde, além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Atua com mais de 36 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 45 hospitais, 191 clínicas médicas, 46 prontos atendimentos, 175 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial