É natural da criança, principalmente de 0 a 5 anos, ter dificuldade de ficar parada durante a realização de exames de ressonância magnética e tomografia computadorizada. Durante muitos anos, a solução esteve no uso de anestesia, pois apenas com o corpo imóvel é possível colher uma boa imagem e conquistar um diagnóstico preciso.

Percebendo isso a equipe do CRD – Medicina Diagnóstica buscou, em livros, experiências e arquivos científicos, uma nova saída. Nasceu, então, o Projeto Ninar que está em funcionamento desde 2019 e tem colhido excelentes resultados.

COMO ACONTECE
O Projeto Ninar consiste na realização dos exames de ressonância magnética e tomografia computadorizada de forma humanizada. “No caso das crianças, é utilizada a estratégia de executar os exames durante a noite, quando o paciente está dormindo”, explica o neurorradiologista Ricardo Daher, CEO do CRD – Medicina Diagnóstica e um dos criadores do projeto.

Ele relata que inicialmente a criança e sua família são recebidas pela equipe especializada e colocadas em um quarto especial. Apenas quando ela entra em sono profundo, é levada para a sala de exames. “Após ser alimentado pelos pais, o paciente é enrolado em uma manta para não ficar com frio ou mexer durante o procedimento”, pontua.

“Também é colocado um capuz em sua cabeça e um fone de ouvido de silicone para que não escute o ruído do aparelho”, acrescenta o especialista. O exame é realizado com total segurança e qualidade.

 

ADULTOS COM FOBIA
Alguns adultos também possuem dificuldade de ficarem parados durante os exames de ressonância magnética e tomografia computadorizada. São os pacientes fóbicos, mais especificamente, claustrofóbicos, que são pessoas que apresentam receio de permanecer em locais fechados.

“Pessoas claustrofóbicas podem sofrer ataques de pânico durante os exames. Quando em crise, o paciente pode apresentar manifestações como taquicardia, tremores, suor excessivo, falta de ar, tontura e até desmaios”, salienta Ricardo Daher. Por isso, de acordo com o médico, precisam de atenção especial e assistência multiprofissional para que conquistem maior qualidade de vida.

O Projeto Ninar acolhe estes pacientes com uma assistência zelosa que possibilita a realização, com sucesso, dos exames de uma forma mais humana. O paciente chega com uma hora de antecedência e, assistido por uma equipe especializada, é apresentado ao local que o procedimento será realizado. Assim, ocorre uma maior familiarização e uma menor sensibilização. “O paciente entende que o ambiente é seguro e não apresenta nenhum risco para a sua vida”, avalia o neurorradiologista.

Em seguida, ele é levado para uma sala, reduz-se a luz e, apenas quando a equipe entende que o paciente está pronto, é levado para o exame. Ele faz o procedimento com o suporte sensibilizado de nossa equipe e ao final se sente feliz por sua superação.