O cenário é composto de uma tripulação preparada e de excelência somada a uma equipe médica composta por médico(a) e enfermeiro(a) intensivistas. Compondo o contexto, uma aeronave moderna e equipada com estrutura semelhante a uma Unidade de Terapia Intensiva, com equipamentos de ponta e alta tecnologia, além da humanização e a sede por salvar vidas. Assim se configura o transporte aeromédico, o qual é o carro chefe da Brasil Vida Táxi Aéreo, sediada em Goiânia, Goiás.

A empresa, além de ser genuinamente goiana e possuir 15 anos de existência, tem cinco bases em todo o país: Palmas/TO, São Paulo/SP, Belém/PA, Salvador/BA e a sede no hangar dentro do Aeroporto Santa Genoveva. Possui homologação para atuar em todo o território nacional e internacional como UTI Aérea, transporte de órgãos e transporte executivo, que é parte de outro portfólio da Brasil Vida.

Logística

Dentro do contexto do transporte aeromédico, é realizada a remoção hospitalar de um paciente e a condução do mesmo a um hospital de outra cidade. Diversos são os contextos que cabem esse trabalho, um dos mais comuns é aquele no qual o paciente está em viagem, sofre um acidente ou apresenta algum distúrbio no seu quadro de saúde e precisa retornar ao seu estado ou país de origem para tratamento. Durante todo o voo, o paciente é monitorado pela equipe médica e todos os equipamentos e medicamentos necessários são utilizados para manter a estabilidade dos órgãos vitais.

De acordo com Dóris Pontes, gestora do departamento de Fretamento de Voos da Brasil Vida, o ano de 2019 foi crescente para a empresa, que realizou missões de diferentes tipos para todo o mundo, desde o transporte de recém-nascidos a acidentados e idosos. Fazendo um comparativo especificamente do mês de novembro, houve um aumento de 67,24% dos voos de UTI Aérea realizados pela Brasil Vida em relação ao mesmo mês em 2018.

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Para o número total de voos, que engloba também o transporte executivo, o crescimento foi de 79,27% nesse mesmo grau comparativo. “Somos gratos por fazermos parte da história da vida de tantas pessoas. Cada retorno positivo que recebemos é de suma importância para que continuemos com o nosso trabalho que, acima de tudo, tem o propósito de ser sempre humanizado”, relatou Dóris. O acompanhante do paciente também é crucial em todo o processo. Mantê-lo calmo e ciente de cada passo é, também, prioridade para a equipe durante o atendimento.

Missões

Cada missão possui um contexto diferente, mas todo atendimento é igualmente importante. Para Gilberto Júnior, Coordenador Aeromédico da Brasil Vida, 2019 foi um ano de consolidação da empresa, de modo que a mesma tem se tornado referência no nicho de atuação em âmbito mundial. “A exigência para missões mais delicadas tem aumentado. Por isso, o ano de 2019 mostrou o quanto temos que continuar nos aperfeiçoando, priorizando sempre a assistência individualizada e humanizada. Que em 2020 possamos prestar um serviço ainda melhor para todos os nossos clientes, com base naquilo que sempre fizemos”, enfatizou Gilberto.

Em julho de 2019, uma paciente de 85 anos foi resgatada em Palm Beach, na Flórida/EUA e conduzida para um São Paulo/SP. A paciente, cardiopata e pneumopata, apresentava um quadro de gastroenterite aguda e desidratação. Apesar da delicadeza da missão, não houve intercorrências durante o transporte aéreo. A paciente chegou a um hospital de São Paulo em estado regular geral, estável hemodinamicamente e com bom nível de consciência. “O bem-estar do paciente e sua segurança são as prioridades em um transporte aéreo”, relatou Luana Moura, médica que atuou na missão.

Também em julho, uma paciente foi removida de Las Vegas/EUA para Salvador/BA. Portadora de Infarto Agudo do Miocárdio, o voo prosseguiu sem intercorrências, com monitoramento adequado e com toda a cautela necessária para que a paciente chegasse ao destino com estabilidade.

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Outro paciente de julho foi um homem de 48 anos, vítima de acidente automobilístico e que sofreu um trauma torácico, sendo transportado pela Brasil Vida de São Paulo/SP para Houston/Texas. Durante todo o voo, o paciente foi monitorado detalhadamente e utilizou oxigenoterapia via cateter nasal, além de precisar de drenagem do Tórax. O enfermeiro aeromédico Ramon Mesquita, que atuou na missão, afirma que realizar um resgate desse tipo é ter cada vez mais certeza de que é muito mais do que prestar um serviço. “Priorizamos sempre o respeito e a integração da equipe em prol de cada pessoa que passa por nossas mãos e nossas aeronaves”, relatou Ramon.

Também em 2019 a Brasil Vida realizou o transporte de um paciente portador de neoplasia no intestino, que já havia passado por procedimento cirúrgico e estava de alta para seu domicílio, porém respirando por aparelhos e totalmente dependente de oxigênio. O voo saiu de Congonhas – SP com destino à Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Apesar do quadro clínico delicado, não houve intercorrências durante a condução. O Enfermeiro Deivid Rodrigues, atuante na missão, assim como o enfermeiro Ramon, pontuou que todo e qualquer resgate ocorre sempre com humanização e compromisso máximo com a vida e os familiares que ali estão.

A Brasil Vida também realizou missões para os Estados Unidos. Uma delas foi para Fort Lauderdale, na Flórida, transportando com toda a estrutura e equipe de UTI Aérea, um turista que estava em viagem no Rio de Janeiro/RJ, o qual precisou ser hospitalizado devido a um acidente e, posteriormente, conduzido até um hospital em seu país de origem. Apesar da delicadeza da condução, a mesma decorreu sem problemas. Em dezembro de 2019, a empresa conduziu uma paciente de 35 anos, irlandesa, de Uberlândia-MG para Tânger-Marrocos, também sem intercorrências.

Muitos dos acompanhantes dos pacientes costumam entrar em contato relatando sobre o voo e o atendimento. Um deles foi o Sebastião Barruffini, acompanhante de uma paciente que saiu de Quirinópolis – Goiás para Ribeirão Preto – São Paulo. “A minha recente experiência com a Brasil Vida foi uma escolha feliz que nossa família fez. Todos os que me atenderam, inclusive o comandante para o qual eu liguei para saber sobre o transporte, foram muito atenciosos e nos trataram da melhor maneira possível. Nunca imaginamos que uma situação assim poderia acontecer, mas quando acontece, é bom saber que existem pessoas para fazer isso por nós”, relatou Sebastião.

Operação

Todo voo aeromédico precisa de uma estrutura de solo adequada para que nenhum erro ocorra. Cada detalhe é de suma importância para o sucesso da missão. Em se tratando de uma missão internacional, isso é ainda mais preponderante. Uma vez contratado o voo, toda a logística de atendimento de pista, de ambulância no local de destino, de equipamentos necessários e de comunicação internacional é realizada.

De acordo com o Diretor Internacional da Brasil Vida, James de Souza, a credibilidade construída com as famílias e seguradoras internacionais é o que torna a empresa cada vez mais apta para realizar com maestria tais missões. “Atualmente, temos conquistado a tranquilidade dos contratantes, sobretudo por conta do selo International Assistance Group, que confere à empresa uma grande responsabilidade diante de demandas internacionais”, frisou James. Por isso, o transporte aeromédico sem fronteiras é cada vez mais latente. É um chamado, um propósito, e, acima de tudo, uma incumbência de conduzir e cuidar de vidas pelos ares e sem limites territoriais.

Transporte com tecnologia ECMO

A Brasil Vida já realizou algumas missões com a tecnologia ECMO, e, em 2019, transportou a Renata, uma paciente de 32 anos em estado grave e em pré-operatório para transplante pulmonar, de Natal-RN para São Paulo-SP. A tecnologia ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea) funciona como um coração artificial e um pulmão artificial para o paciente, por meio de um circuito de tubos, bomba, oxigenador e aquecedor que ficam instalados fora do corpo. A sofisticada tecnologia imita a função natural do coração e dos pulmões, permitindo que o paciente poupe esses órgãos enquanto a cura acontece. O ECMO pode ser usado no pós-operatório de cirurgias cardíacas, doenças pulmonares, quadros de insuficiência cardíaca, traumas ou infecções graves.

Para realizar um transporte aeromédico com tecnologia ECMO, é necessária uma equipe especializada no equipamento, e deve ser composta de um médico intensivista, um cirurgião torácico, um perfusionista e um enfermeiro especialista. A paciente em questão não tinha nenhuma condição de sair da UTI do hospital em que estava sem o ECMO. Segundo o enfermeiro aeromédico Ramon Mesquita, foi uma missão demasiadamente delicada, haja vista a instabilidade da paciente, o manuseio dela e dos equipamentos e toda a delicadeza do embarque e desembarque. Apesar disso, o voo não apresentou intercorrência.

O Doutor Renato Bisol, médico que coordenou a missão, afirmou que foi o dispositivo que permitiu o transporte da paciente para São Paulo. O ECMO, no caso da paciente, ocorreu por meio de uma cânula colocada nas veias. O sangue que sai do corpo da paciente é oxigenado no ECMO, e retorna ao coração para ser oxigenado ao corpo. “Assim, ocorre uma espécie de repouso do pulmão”, ressaltou o Dr. Renato. O transporte em solo – da aeronave para o hospital – não pode ser muito rápido, tendo em vista que o trepidar da ambulância pode acabar alterando o funcionamento da máquina. Segundo o médico, “se a cânula for alterada, o cenário pode ser catastrófico. Por isso, é preciso ir devagar”.

Para o caso da paciente Renata, foi fundamental o apoio da Polícia Rodoviária Estadual, que abriu o caminho até a Base Aérea de Natal, na qual o pouso foi liberado pela Aeronáutica. A paciente foi transportada via jato, devido à necessidade de agilidade no processo e espaço para os equipamentos necessários. O dispositivo não poderia ter alteração em seu fluxo, se não, a paciente seria prejudicada. “É tudo muito arriscado, por isso, a necessidade de tanta cautela. Em um transporte ECMO, o especialista precisa estar junto da paciente o tempo todo. Para atuar em uma missão assim, o médico precisa ser especializado nesse tipo de dispositivo”, frisou o Doutor Renato.

Transporte de órgãos

O transplante de órgãos é um procedimento muito delicado e o transporte aéreo faz muita diferença nesse processo. Com responsabilidade, cautela e precisão, a equipe da Brasil Vida trabalha engajada na missão de entregar o que é esperado, conduzindo a esperança de vida para alguém. Cada pessoa envolvida nesse processo é de suma importância, haja vista o entendimento da grandiosidade da atuação para que tudo ocorra com perfeição.

Em 2019, a empresa fez missões de transporte de órgãos importantes. “A vantagem se dá pelo trâmite burocrático ser bem menor. Aeronaves como as nossas pousam com muita facilidade em pistas muito curtas, algo que aeronaves comerciais não fazem. Isso nos dá uma imensa vantagem no transporte de órgãos, haja vista a extrema necessidade de agilidade.”, afirmou Gilberto Júnior, Coordenador Aeromédico. No momento do atendimento em solo, antes da aeronave chegar, os portões já são desobstruídos e toda a logística terrestre já está preparada para que nenhum erro ocorra.

“O ano de 2019 foi grandioso. E quando falamos de grandiosidade, nos referimos a tantas vidas que tivemos a oportunidade de salvar. Isso é o que faz a Brasil Vida ser o que é e ter ainda mais motivação para começar um ano com mais missões”, concluiu Dóris Pontes. No ano de 2020, a empresa completará 16 anos desde a sua fundação pelo comandante Arédio Júnior, o qual continua em atividade também pelos ares, assim como seus filhos e também pilotos Phelipe Fleury - piloto chefe da Brasil Vida - e Leandro Bernardes, o qual comanda também a Brasil Aviation, empresa de manutenção de aeronaves. A maior missão de todas e o maior propósito está sintetizado no slogan que guia a empresa: “sempre prontos”. A prontidão e o trato humanizado nunca deixarão de ser, a cada ano, os valores de maior magnitude em cada voo realizado.

Serviço

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