A pandemia de coronavírus, além de explodir o home office, forçou às pessoas a fazerem, virtualmente, atividades que antes eram presenciais, como aulas, ginástica, reunião de amigos e até o tradicional almoço de domingo em família e aniversários. Mas você já parou para pensar quantas horas por dia fica em frente das telas, contando a do computador, a do celular e a da televisão? A nova realidade exige uma atenção redobrada à saúde ocular. Afinal, os olhos estão sendo muito exigidos.

O oftalmologista Antônio Jordão, do Sistema Hapvida, do qual o Grupo América faz parte, conta que nesta quarentena, com o aumento de tempo em frente às telas, cresceu a quantidade de pacientes queixando-se de desconforto ocular. Ele explica que isso ocorre por dois motivos conjugados. “Para focalizar alguma coisa muito próximo, na tela, aumentamos o esforço visual. E a tensão de visualizar a tela nos faz reduzir o número de vezes que piscamos em até 40%, na comparação com outras atividades do dia a dia. E é isso que causa o desconforto ocular”, detalha.

Já que o momento não permite retomar todas as atividades presenciais de antes e o home office, para muitas pessoas, veio para ficar, o oftalmologista orienta a adotar duas práticas. A cada uma hora em frente ao computador ou celular, parar de três a cinco minutos e olhar para algo mais distante, que pode ser ir até a janela e olhar para fora. E a cada duas ou três horas, em frente ao computador, pingar, em cada olho, uma gota de colírio lubrificante que seja recomendado pelo médico. Essas duas medidas, afirma Jordão, ajudam a proteger os olhos e aumentar o conforto ocular. Ele reforça a importância de consultar-se regularmente com um oftalmologista para avaliar a saúde dos olhos.

O oftalmologista Rodrigo Rossini, também do Sistema Hapvida, além de reforçar a necessidade de fazer pausas durante o home office ou estudo e de usar colírio lubrificante, acrescenta que é preciso tomar cuidado porque a luz azul que as telas dos computadores e celulares emanam pode até causar lesões na córnea e na retina. “Neste caso, os sintomas são dor ocular, vermelhidão dos olhos, ressecamento dos olhos, dores de cabeça, cansaço visual e até piora na qualidade do sono”, alerta.

Crianças

O oftalmologista Rodrigo Rossini chama a atenção para o perigo que as telas representam para as crianças pequenas. “Estudos apontam que as crianças têm ficado míope cada vez mais precocemente. Eu recomendo aos pais não apresentarem telas, seja TV, celular ou computador, para seus filhos até 3 anos”, frisa. Depois desta idade, o tempo em frente às telas tem de ter limite, inclusive para adultos, ressalta Rossini. Os olhos, afirma, precisam de descanso.

Para quem é fã de séries, que passa horas na frente da tela por diversão, Rossini orienta a não deixar o ambiente totalmente escuro. O mais indicado é sempre haver uma fonte de luz natural, quando durante o dia. Outra dica do oftalmologista é posicionar as telas da maneira mais confortável possível para o corpo como um todo, para que o trabalho, estudo ou diversão não resulte em dores no pescoço e ombro.

Sobre o Sistema Hapvida 

Com cerca de 6,4 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como o maior sistema de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, América, Promed e Ame, RN Saúde, além da operadora Hapvida. Atua com mais de 30 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 39 hospitais, 194 clínicas médicas, 42 prontos atendimentos, 177 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.