O Vila Nova afirmou, na noite deste sábado (2), que o jogador Jefferson Renan, do Brusque, negou ter sido vítima de injúria racial de um dirigente vilanovense no OBA. Segundo o clube goiano, após o jogo, o atleta "negou o ocorrido e não confirmou a acusação", que, de acordo com nota publicada pelo colorado, foi feita pela assessora do clube, Lara Vantzen.

Segundo o clube colorado, todos os envolvidos na denúncia foram à Central de Flagrantes.

O Brusque denunciou, por meio de suas redes sociais, que o jogador Jefferson Renan foi vítima de injúria racial durante o jogo porque um dirigente do Vila Nova, que seria Vinícius Marinari, teria se dirigido a ele com a palavra "macaco".

Diretor jurídico do clube colorado, o advogado Maurilho Teixeira afirmou que vai denunciar a assessora por denunciação caluniosa e o Brusque também, por ter publicado nas redes sociais a denúncia.

Diretor de comunicação do Vila Nova, Romário Policarpo disse que os adversários do Vila Nova na tarde deste sábado (2) "querem ganhar cinco minutos de fama".

"O próprio jogador afirma que não ouviu nem viu nada. Querem ganhar cinco minutos de fama. Vivemos um momento muito grave em relação ao preconceito. O futebol precisa ter um basta nisso, mas precisamos ter responsabilidade. Não podemos transformar uma partida de futebol, em que o Brusque ganhou em campo, em um circo de carnaval para que um clube de futebol ganhe cinco minutos de fama, como estamos vendo aqui hoje", disse Romário Policarpo.

Veja a nota completa do Vila Nova:

No segundo tempo da 4ª rodada da 2ª fase da Série C 2020, em partida entre Vila Nova e Brusque no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), em Goiânia, a assessora de imprensa do clube visitante acionou a polícia alegando que um membro da diretoria vilanovense teria proferido palavras injuriosas de cunho racista em desfavor do atleta Jefferson Renan, camisa 20 do time catarinense.

Ao término da partida, o próprio atleta, ao ser consultado pela Polícia Militar, negou o ocorrido e não confirmou a acusação. Vale ressaltar que a denunciante não apresentou prova e a situação está sendo apurada pelas autoridades. Cumpre frisar que ninguém ao redor aduziu ter ouvido qualquer ofensa proferida.

O Vila Nova Futebol Clube repudia todos os tipos de atos preconceituosos em qualquer forma de manifestação. O clube reafirma frequentemente, com ações práticas, o combate ao racismo, como no seu terceiro uniforme “Manto Do Povo” estampado com a frase Vidas Negras Importam, reforçando seu histórico de luta popular, inclusão social e respeito.

A instituição se coloca à disposição para esclarecimentos e acompanhará de perto as apurações do caso.