O Atlético-GO vem de dois empates seguidos - diante de Sport e Juventude (ambos por 1 a 1) - e terá como adversário, neste domingo (18), o Palmeiras, atual líder da Série A do Brasileiro. Pela primeira vez, os dois times se enfrentarão no Estádio Antônio Accioly. A partida reúne equipes consideradas técnicas, ofensivas e que valorizam a rápida transição ao ataque. Porém, a chave para cada lado jogar pelo triunfo pode estar naquilo que têm de diferente.

O Dragão tem a convicção de que tem de anular o setor de criação alviverde e a rapidez dos atacantes no contra-ataque. Ao mesmo tempo, elevar o aproveitamento ofensivo para vencer o jogo no chamado “detalhe”, em um lance fatal que pode dar-lhe o resultado favorável e a retomada das vitórias no Brasileiro. O time atleticano, em dez jogos, garantiu 15 pontos, contra 25 pontos do alviverde, que vem de cinco vitórias seguidas na Série A, além do triunfo sobre a Universidade Católica (Chile) por 1 a 0, nesta quarta (14), fora de casa.

Para o ex-jogador Wellington Dias, o Palmeiras é dono do melhor elenco do futebol nacional e tem reencontrado o nível técnico que o levou à conquista das copas do Brasil e da Libertadores em 2020. Ele prevê partida de “poucos gols” e acredita que o Atlético possa tirar algum proveito por jogar no “excelente gramado” do Accioly, ao passo que o time palmeirense está mais acostumado a atuar na grama artificial do Allianz Parque.

São duas equipes que devem fazer jogo equilíbrio, na previsão de Wellington Dias.

“O Palmeiras tem dois canhotos muito bons: o Raphael Veiga e o Gustavo Scarpa. Eles desequilibram. São criadores das principais jogadas. E tem ataque rápido, com o Ronny, Dudu, Deyverson, Willlian, todos opções excelentes, além de bons laterais, a zaga forte e um grande goleiro (Weverton). É um time excelente”, elogia Wellington Dias, que jogou no Dragão de 1996 a 1998 e, após passagens destacadas por Crac e Brasiliense, retornou ao clube na Série C de 2006.

Lindomar, ex-jogador dono de títulos e história no Dragão, situa o Palmeiras “entre as cinco melhores equipes do País” e que conta com “jogadores decisivos”, como os meias Raphael Veiga e Gustavo Scarpa, além da volta do atacante Dudu (goiano que passou pela escolinha do Atlético-GO) e de Willian (ex-Vila Nova).

“O Palmeiras é o favorito, pelo time que tem.” Mas, segundo ele, o Atlético pode tirar vantagem se souber usar o contra-ataque caso o rival jogue em busca do gol, da vitória e da manutenção da liderança. Ou seja, se fizer um jogo de risco para fazer jus ao favoritismo que carrega.

A dupla de ex-jogadores do Atlético vê o time rubro-negro forte. Lindomar aponta que “o conjunto tem sobressaído” e está se mostrando “um time bastante regular”. Como senão, ele lamenta a falta de um meia-armador para dar dinâmica ofensiva diferente à equipe. Wellington Dias concorda e cita como destaque o meia João Paulo.

Contundido, o camisa 10 tem se constituído como desfalque de difícil substituição no elenco do Dragão. “Faz muita falta”, diz Wellington Dias. Segundo ele, a dupla de volantes atleticanos (Willian Maranhão e Marlon Freitas) mostra regularidade e entrosamento, mas terá de se desdobrar na marcação “para segurar os canhotos” do Palmeiras. Lindomar segue esta linha, mas ressalta a essência coletiva atleticana para jogar em busca da vitória.

Wellington considera o goleiro Fernando Miguel, os laterais Dudu e Natanael e a dupla de zagueiros, Oliveira e Éder, como “pontos de equilíbrio” do Atlético, ao mesmo tempo que ressalta o bom passe de Marlon Freitas. O problema será aproveitar as chances e fazer os gols.

Lindomar elogia os dois volantes atleticanos, que “defendem e têm bom passe”. Para ele, o ideal será o time manter o equilíbrio tático e ser letal quando o Palmeiras se abrir, pois imagina que o alviverde não virá para jogar recuado fora de casa.