Antes da pandemia do coronavírus, o Atlético contratou o meia atacante boliviano Henry Vaca, de 22 anos. Assim, nessa fase de paralisação do futebol brasileiro, o clube conseguiu regularizar a principal aposta internacional do clube nos últimos anos - antes, passaram o angolano Geraldo (2015) e o paraguaio Héctor Bustamante (2019), além do brasileiro naturalizado uruguaio Jarro Pedroso, todos com pouco tempo de Dragão nas respectivas temporadas.

O registro de Henry Vaca apareceu, na noite desta quarta-feira (25) no Boletim Informativo Diário (BID) e será mais uma opção à comissão técnica assim que o calendário de jogos do País voltar à normalidade. Na chegada dele, o presidente do Atlético, Adson Batista, informou que o vínculo dele seria até ao final da temporada 2020 - o contrato dele foi registrado a partir do dia 3 de março.

Henry Vaca já estava participando dos treinamentos, ainda em fase de adaptação ao clube. Nesse período, também foi convocado pelo técnico Cesar Farias, da Bolívia, numa lista de 47 jogadores daquele País aos jogos da duas rodadas iniciais das Eliminatórias Sul-Americanas, contra o Brasil (seria nesta sexta-feira, dia 27, na Arena Pernambuco) e, depois, dia 31 (terça-feira, diante da Argentina, em La Paz). As duas partidas foram suspensas pela Conmebol, por causa do coronavírus.

Cogitava-se a possibilidade de o treinador da La Verde, como a seleção boliviana é chamada, de usar duas formações nos dois jogos. No início do ano, Vaca disputou e foi destaque da Bolívia durante o Pré-Olímpico, na Colômbia, aos Jogos de Tóquio 2020, também suspensos nesta semana - no torneio, Brasil e Argentina garantiram as duas vagas.

No futebol boliviano, Henry Vaca é considerado uma das apostas da nova geração de uma nação que perdeu espaço no futebol sul-americano - o maior destaque foi quando conquistou vaga à Copa dos Estados Unidos (1994) e foi vice-campeão da Copa América (1997), na Bolívia. Ele foi cedido ao Atlético pelo The Strongest, mas teve uma passagem pelo futebol chileno.

Adson Batista disse que viu em Henry Vaca um jogador de boa movimentação, habilidoso com a perna esquerda e com capacidade de atuar tanto pelo centro como pelos lados do campo. A regularização do jogador esbarrou na necessidade de obter vistos nos documentos pessoais no país de origem e, depois, no fechamento do Consulado da Bolívia, no Brasil, após o surgimento da pandemia do coronavírus. O supervisor do Atlético, Júnior Mortosa, explicou que foi necessário que a família do atleta providenciasse parte da documentação na Bolívia e, depois, a remetesse, pelos correios, ao clube.