Em conselho técnico realizado na CBF, nesta quinta-feira (27), os clubes da Série A aprovaram o fim da venda de mando de campo no Brasileirão. Os clubes goianos participantes da edição de 2020 têm posicionamentos diferentes sobre a questão.

Até 2019, o regulamento permitia que os clubes negociassem no máximo cinco mandos, desde que eles acontecessem entre a 1ª e 33ª rodadas - era vedada a venda nas últimas cinco rodadas. A partir desta temporada, a prática está vetada. A CBF poderá avaliar mudança de local de jogos somente em casos extremos.

A diretoria esmeraldina votou contra a venda de mando de campo. Essa posição já foi defendida por dirigentes na última temporada. O presidente Marcelo Almeida participou da reunião no Rio de Janeiro e explicou seu voto.

"Essas vendas na maioria das vezes são proporcionadas por times que às vezes já estão fora da competição e isso promove o favorecimento de outras equipes", frisou Marcelo Almeida, preocupado com o equilíbrio técnico.

"Muito positiva. Ficou claro quais foram os times que se beneficiaram com isso ano passado. É algo muito positivo (acabar com venda de mando)", completou o diretor de futebol Túlio Lustosa.

O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, foi contrário ao veto no regulamento. O dirigente acredita que os clubes poderiam ter uma margem para negociar jogos, mesmo com redução da quantidade em relação ao de 2019.  "Fui contra, pois entendo que os clubes deveriam ter uma margem de negociar pelo menos três jogos", frisou Adson Batista.

A Série A do Campeonato Brasileiro começa no dia 2 de maio.