Com calendário garantido para o segundo semestre com a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro, o Goiânia terá de recalcular a rota para conseguir cumprir seus planos. Com a paralisação dos jogos, houve fuga de patrocinadores e a diretoria alvinegra refaz contas porque terá um orçamento mais modesto para quando a bola voltar a rolar.

Em dezembro de 2019, a estimativa do clube era gastar cerca de R$ 200 mil por mês ao longo de 2020. Esse número teve de ser revisado em decorrência de disputas políticas dentro do clube e a diretoria passou a trabalhar com orçamento de R$ 2 milhões ao ano (R$ 166 mil mensais). Agora, a projeção é de queda de 45% deste valor por causa da pandemia.

“A maioria dos nossos patrocinadores desistiu. Vamos ter de redesenhar nossos planos para o futuro”, explicou o presidente Alexandro Godói, que revelou que a diretoria alvinegra vai se reunir na quarta-feira (1º) para refazer contas.

Apesar deste cenário ainda nebuloso, o Galo não pensa em desistir de participar da Série D e espera competir em bom nível para lutar pelo acesso à 3ª Divisão nacional. “Estamos trabalhando para remontar o elenco e nem passa por nossas cabeças não participar da competição”, frisou o presidente Alexandre Godói.

Goianésia

Dono da quarta melhor campanha entre os 12 participantes do Campeonato Goiano, o Goianésia está de calculadora nas mãos para avaliar os prejuízos do clube com a paralisação do futebol. Apesar disso, o Azulão do Vale confirmou que vai disputar a Série D.

De acordo com o presidente do Goianésia, Marco Antônio Maia, o clube estima prejuízo na casa dos R$ 250 mil. No entanto, esse valor poderia ser ainda maior com a quantia que o clube deixa de arrecadar nas fases finais do Goianão.

“Está no nosso planejamento (disputar a Série D). Tínhamos montado um time para continuar após o Campeonato Goiano. Entre 80% e 90% do elenco iria continuar para a Série D. Agora, está incerto quando será disputada a competição. Mas não temos dúvidas que vamos disputar, talvez não com a mesma força, pois temos de montar um novo time.” Segundo o dirigente, o Azulão do Vale recebe apoio do poder público municipal, mas esse recurso representa menos de 15% do orçamento do clube.

O Crac, de Catalão, é o outro time goiano na Série D, mas a reportagem não conseguiu contato com a equipe.