O Goiás tem cinco goleiros com contratos para 2020. Tadeu, titular após as boas atuações na Série A, Marcelo Rangel, dono da posição nas duas temporadas anteriores, e Matheus Alves estão garantidos e contam com a confiança do clube. Já Marcos e Sidão podem deixar o time em breve.

“Estou conversando com o empresário do Sidão para tentarmos achar um termo para ele seguir a vida também. Não adianta, com toda bagagem que tem, ele retornar ao Goiás para ser terceiro ou quarto goleiro. Para ser bem direto, não acho que, para a carreira dele, é viável retornar ao Goiás hoje”, salientou Túlio Lustosa, diretor de futebol alviverde.

Com passagens por Botafogo e São Paulo, Sidão chegou ao clube esmeraldino como uma das novidades para 2019. Foi titular em 19 partidas - 17 no Campeonato Goiano e duas na Copa do Brasil -, mas recebeu muitas críticas da torcida, em especial, após declarações de que defender o time goiano, saindo do São Paulo, representava uma descida na sua carreira.

Com a contratação de Tadeu, que assumiu a titularidade a partir do Brasileirão, o veterano goleiro (36 anos) perdeu espaço e foi emprestado ao Vasco. No time carioca, participou de apenas sete jogos e ficou marcado por falhas, em especial contra o Santos (derrota por 3 a 0). Ainda tem contrato até o fim da próxima temporada com o Goiás.

Também com contrato até o fim de 2020, Marcos terá a saída facilitada, caso receba propostas. “A conversa será muito franca com o Marcos. Se ele tiver alguma coisa para sair e jogar, e se for a preferência dele, iremos facilitar (a saída) ao máximo”, garantiu Túlio Lustosa.

Após boas atuações pelo Atlético-GO em 2017, Marcos foi contratado pelo Goiás. Atuou 29 vezes na Série B de 2018. Em 2019, participou de menos jogos: apenas quatro - um no Goianão, um na Série A e dois no Brasileiro de Aspirantes.

Sua participação na Série A durou apenas 32 minutos, quando entrou na vaga de Tadeu, que havia sofrido uma pancada na cabeça no segundo tempo da partida contra o Palmeiras. Sofreu dois gols na derrota por 2 a 1, no 1º turno.

“O Marcos treina muito bem, é muito elogiado pelos preparadores de goleiros e pelo Ney Franco (técnico). Criou-se uma situação desagradável, uma desconfiança grande sobre o trabalho dele neste ano. É algo que incomoda o atleta e a comissão, pois ao levar para o jogo, já surgem questionamentos”, avaliou Túlio Lustosa. O dirigente lembrou da partida contra o Palmeiras, ressaltando que considera o arqueiro injustiçado por ter sido culpado pelo segundo gol da equipe paulista, sofrido nos acréscimos.