Depois do segundo ano completo à frente do departamento de futebol do Goiás, o diretor Túlio Lustosa projeta uma temporada forte em 2020 para ficar mais perto do sonho da torcida esmeraldina, que também diz ser o seu: a conquista de um título de maior expressão no cenário nacional. No próximo ano, o alviverde voltará a uma competição internacional que já decidiu, a Copa Sul-Americana, e ela pode ser o principal alvo.“Avalio estes dois anos que estou aqui como um período muito positivo. Poderia ser melhor, mas temos de crescer devagar. Sei que a torcida quer um título de importância, seja nacional ou Sul-Americana. É um sonho que temos de ter e vamos agarrar isso com unhas e dentes”, apontou o dirigente, que cita o ditado “quem” como uma ideia que o move.A Sul-Americana atual é um pouco diferente da que o Goiás disputou em 2010, sua melhor campanha na historia - perdeu a decisão para o Independiente-ARG em um ano em que foi rebaixado para a Série B do Brasileiro, o que fez a derrota ser ainda mais dura. Agora, há mais dificuldade, pois o torneio recebe clubes eliminados da Libertadores, mas também atrativo, pois a competição pode ser definida como classificatória para o Mundial de Clubes de 2021, o primeiro que será disputado com 24 clubes.“Difícil é, mas achamos possível buscar o título (da Sul-Americana). Não tem como prever ou garantir uma final ou semifinal, mas entraremos com investimento alto, dentro das nossas condições, além do foco total no primeiro semestre. As primeiras fases são muito importantes para o time ganhar confiança”, comentou Túlio Lustosa.Em 2020, o Goiás terá cinco competições para disputar: Goianão, Copa do Brasil, Copa Verde, Copa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro. O clube irá priorizar o torneio continental.O ano de 2019 foi positivo para o Goiás, na avaliação de Túlio. O dirigente acredita que o clube cumpriu sua principal meta no ano, que era ter um bom desempenho no retorno à elite. No entanto, ele também lamentou o resultado na Copa do Brasil.“Deixamos bem claro que o mais importante era a Série A e traçamos como objetivo a conquista de uma vaga na Sul-Americana. Dentro disso, foi um ano muito positivo, já que atingimos. A exceção foi a desclassificação precoce na Copa do Brasil. No Goiano, tivemos um porcentual de aproveitamento altíssimo, mas perdemos a final, o que pode acontecer”, analisou. Túlio projeta que o Goiás manterá a média de investimentos e folha salarial de 2019 na próxima temporada. “Não tem como aumentar a folha salarial, se não iremos trabalhar com um déficit grande, já que não teremos melhoria nenhuma de receita. O Goiás não tem um teto, mas não podemos ter discrepância salarial e trazer um atleta de R$ 300 mil ou R$ 400 mil. A média salarial do clube não é essa. A nossa intenção é fazer um time bem homogêneo, que possa aumentar a competitividade no dia a dia e todos crescerem juntos”, afirmou o diretor de futebol, ressaltando que a estrutura esmeraldina e o pagamento em dia são diferenciais para competir com equipes de maior poderio financeiro, citando Bahia e Ceará como exemplos.