Mais uma partida do Campeonato Goiano teve a arbitragem em evidência por decisões que geraram questionamentos. Logo aos 6 minutos do clássico entre Vila Nova e Atlético, o árbitro André Luiz Castro expulsou o zagueiro Wesley Matos, após falta do colorado no meio do campo, no meia Jorginho.

No lance, o defensor do Tigre segurou o jogador atleticano e o impediu de dar continuidade ao contra-ataque. “Em relação à expulsão, o árbitro entendeu como oportunidade clara de gol. Ele (Jorginho) tinha o domínio, ia em direção e não tinha defensor próximo. O grande questionamento é a distância. O Jorginho é um jogador rápido, acho que dificilmente Wesley Matos se recuperaria antes do arremate a gol”, analisou o presidente da Comissão de Arbitragem, Júlio César Motta.

Segundo a regra, nas faltas táticas fora da área, duas situações são analisadas: oportunidade clara de gol (vermelho) e ataque promissor (amarelo). A decisão do árbitro é interpretativa. Ele analisa se a jogada é chance clara de gol ou ataque promissor. Não há, nas regras, o popular lance de “último homem”.

De acordo com Júlio César Motta, a decisão de anular o gol do Atlético - marcado por Mike no segundo tempo - foi correta, mas o atacante Pedro Raul, autor da falta no zagueiro Luizão, deveria ter sido punido pela imprudência. “Acredito que precisava do cartão amarelo, o jogador do Vila deixou o lance sangrando”, comentou. Pedro Raul estava pendurado e um amarelo resultaria em sua suspensão.

Sobre o pênalti que resultou no gol do Vila Nova, porém, Júlio César Motta diz ter analisado por imagens diferentes da visão do árbitro André Luiz Castro e, por este detalhe, não marcaria a penalidade. “Mas o árbitro não tem essas opções de imagens. No ângulo que o André viu, eu marcaria. Por outra imagem, não vi contato. É um lance muito difícil”, frisou o presidente.