Os clubes de Anápolis possuem opiniões diferentes sobre a suspensão do Campeonato Goiano, que foi interrompido por período indeterminado, após recomendações da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás e da CBF, feitas nesta terça-feira (17), que foram acatadas pela Federação Goiana de Futebol (FGF).

O Anápolis foi o único dos três representantes anapolinos a discordar da decisão. A direção do Galo da Comarca, no entanto, respeita a opção pela paralisação. “Estamos falando de um problema de escala mundial. Vamos ter problemas financeiros, não temos calendário, mas temos de respeitar a decisão. Para mim, o campeonato terá de ser concluído, daqui duas semanas ou três meses”, disse o presidente do time tricolor, Marlon Antônio.

A rival do Anápolis, a Anapolina concorda com a suspensão do Estadual. O presidente da Rubra, Pedro Canedo, é médico. “Desde a semana passada, eu estava pedindo (à FGF) a suspensão do campeonato. É a melhor decisão para evitar a disseminação do coronavírus. Um jogo sem torcida movimenta cerca de 150 pessoas, o risco é grande”, disse o dirigente.

Na opinião do presidente da Xata, o Goianão deve ser encerrado e a atual classificação ser utilizada para definições de vagas nas competições nacionais. “A minha opinião é de que o campeonato seja encerrado, com a classificação sendo utilizada para determinação de vagas na Copa do Brasil e Série D. Sem título e sem rebaixamento. No decorrer do ano a Divisão de Acesso seria disputada e subiram dois times, para que 2021 o Goianão seja disputado com 14 clubes (e 4 seriam rebaixados)”, opinou Pedro Canedo. A Anapolina é a lanterna do Goianão.

A direção do Grêmio Anápolis, por sua vez, defende a suspensão do Goianão, mas não definiu ainda o que será feito com jogadores. “Vamos aguardar orientações da federação, depois vamos discutir o que fazer com contratos, por exemplo”, frisou o diretor administrativo da Raposa, Raimundo Silva.

Anápolis e Anapolina informaram que devem rescindir contratos com jogadores e liberar os atletas a partir desta quarta-feira (18). Todos os clubes anapolinos estavam trabalhando apenas com atividades das equipes profissionais e vão aguardar orientações da FGF para decidir pela rescisão de contratos.