Por causa da pandemia de coronavírus, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vai suspender, a partir desta segunda-feira (16), por tempo indeterminado, as competições nacionais em andamento: Copa do Brasil, Brasileiros Femininos A1 e A2 e competições de base.

O presidente da CBF comuniciou que a determinação ocorre por causa da expansão do coronavírus. “Sabemos e assumimos a responsabilidade do futebol na luta contra a expansão da COVID-19 no Brasil”, afirmou Rogério Caboclo.

Os goianos Atlético e Goiás jogariam nos próximos dias pela Copa do Brasil. O Atlético viajaria a Porto Alegre para enfrentar o São José-RS. O alviverde receberia o Vasco no Olímpico. As duas partidas seriam de volta da 3ª fase, com os clubes de Goiás em vantagem.

“É uma situação que não temos o  que fazer. No entanto, para nós, do Goiás, a paralisação da Copa do Brasil neste momento não foi boa, se pensar no aspecto de que a pausa é no meio de um confronto de mata-mata”, disse Túlio Lustosa, diretor de futebol do Goiás.

"Sou contra. A gente tem um calendário muito apertado. Depois, vai colocar um jogo em cima do outro. Estádio vazio já resolve o problema porque não tem aglomeração. Então, os times vão parar de treinar? Todo mundo vai estar encontrando todo dia. Esse vírus vai logo vai ser erradicado", opinou o presidente do Atlético, Adson Batista, que, apesar disso, acredita em cuidados para controlar a pandemia. "Tem de tomar todos os cuidados, mas não sou favorável a parar. Temos quatro casos em Goiás. Mas temos de enfrentar qualquer situação de frente."

Segundo a CBF, os Estaduais terão deliberações específicas de cada federação. Em Goiás, os jogos estão sendo realizados, mas com portões fechados ao público. Por enquanto, o presidente da FGF, André Pitta, descarta a suspensão do Goianão. A justificativa, segundo ele, é que os Estaduais, ao contrário das competições nacionais, não envolvem viagens de avião e circulação por aeroportos pelo País.

André Pitta acredita que é prudente paralisar os campeonatos nacionais por causa dos aeroportos, mas acha que não há necessidade de fazer o mesmo com os Estaduais porque os maior risco de contágio é no dia a dia dos clubes, que não vão liberar os jogadores, e não no dia de jogos.