Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (12) apontam que Goiás teve um avanço de 0,2% no setor de serviços no mês de julho na comparação com junho. No entanto, a alta não foi suficiente para que houvesse uma recuperação das perdas no ano.

Apesar do aumento na demanda, Goiás registrou a quarta pior variação do País. Está à frente apenas de Pernambuco (-0,7%), Rondônia (-0,4) e Minas Gerais (0,1%). Desde julho do ano passado, o volume de serviços no Estado registra variação negativa (-2,8%).

Categoria

Serviços prestados à família foi a categoria com menor índice em julho comparado com os últimos cinco meses. De acordo com o chefe da unidade do IBGE em Goiás, Edson Vieira, a queda não é restrita à 2019. “Ela vem acontecendo desde a crise no comércio iniciada em 2015. Apesar do pequeno aumento de 0,2% em julho, esse valor não é relevante em relação aos outros anos”, afirma.

Ele diz ainda que a economia goiana não está se recuperando devido às quedas dos outros anos. “Entretanto, houve uma melhora no consumo das famílias e nos serviços prestados a empresas, considerando que o setor todo caiu”, acrescenta.  

A categoria Outros Serviços foi a que teve maior aumento no mês de julho, com 9,8%. É a melhor taxa desde fevereiro de 2017. Segundo Edson, o resultado se deve ao fato de que a categoria engloba a de serviços prestados à família. “Por mais que tenha tido uma queda de 1,4% em julho deste ano, por outro lado, teve um aumento de 7,1% comparado com os últimos 12 meses”, aponta.

(Colaborou Jennifer Neves, estagiária do GJC em convênio com a PUC Goiás)