O número de lojas na Região da 44 deve saltar de 13.630 atuais para mais de 15 mil até o fim deste ano. Algumas unidades estão sendo transferidas de outros Estados para o polo atacadista da capital, que é cada vez mais conhecido no País. Estes lojistas estão sendo atraídos por vantagens competitivas da Região, como o crescente número de compradores, de praticamente todos os Estados, a vantagem logística da localização centralizada e o constante incremento da infraestrutura local, que ganha pontos de venda cada vez mais estruturados.

Depois de visitar a Região da 44 e fazer um estudo sobre o mercado de Goiânia, onde está o polo atacadista e as mulheres gastam 70% de seus salários com roupas e estética, a empresária Maria Olívia Bethonico resolveu transferir sua confecção e loja de Uberlândia (MG) para cá, no último mês de abril. “Por aqui, passam compradores de todo País. O movimento e a comunicação com outros Estados são muito bons e o imposto também é menor”, justifica a proprietária da Blume Modinha.

O casal de empresários Carlos César Silvestre de Souza e Cristiane de Lima Martins Souza também planeja transferir a loja de roupas multimarcas da família do Rio de Janeiro para a Região da 44. “Devemos ficar com loja somente em Goiânia”, prevê Carlos. Segundo ele, a transferência é motivada pelo grande número de compradores que passam pelo polo atacadista atualmente. “Com clientes de todo País, fica mais fácil vender. Estamos entrando aqui para fazer nome e vender muito”, avisa o empresário.

Quando resolveram que era hora de abrir sua primeira loja de atacado no País, os proprietários da marca Alteração Surf Wear, que produz moda praia masculina, em Vila Velha (ES), escolheram o polo da Região da 44 como matriz. “Fizemos um teste e deu muito certo. Aqui, vende tão bem quanto em São Paulo”, avalia o responsável pela loja, David Gregório.

Na última semana, uma comitiva de lojistas do tradicional polo da região do Braz, em São Paulo, veio conhecer a 44 para estudar futuros investimentos. Para o presidente da Associação Empresarial da Região da 44 (AER44), Jairo Gomes, os empresários que se transferem para cá são atraídos por fatores como o crescente número de compradores, que, por sua vez, vieram em busca da qualidade do produto goiano. “Além disso, estamos no centro do País, com uma logística muito favorecida, o que dá maior competitividade.”

Segundo Jairo, algumas empresas trouxeram somente suas lojas para o polo goiano. Outras, já vieram com suas indústrias confeccionistas, gerando muito mais empregos para os goianos, que já têm uma mão de obra mais qualificada para o setor. Outra vantagem é que o polo da 44 está concentrado num espaço geograficamente pequeno, onde o comprador não precisa andar tanto para visitar várias lojas, como em outras regiões do País. “É um polo pequeno e denso. Com apenas duas avenidas e nove ruas”, ressalta.

Para o superintendente do Mega Moda Shopping, Chrystiano Câmara, o movimento é crescente porque os compradores encontram todos os segmentos ligados à moda num mesmo lugar, como roupas, calçados, bolsas, lingerie, moda praia e acessórios em geral. “Não tem outro polo com essa variedade no País. Ao invés de ir para o Sul para comprar certos produtos e para o Sudeste comprar outros artigos, o comprador vem para cá e compra tudo”, lembra.

Somente o Mega Moda recebeu oito milhões de visitantes no ano passado. Segundo Chr ystiano, as universidades de Moda e o Sistema S também têm se dedicado à formação de mão de obra especializada, produzindo profissionais mais competitivos em Goiás. “Grupos de empresários também têm investido pesado para melhorar a infraestrutura da região e atrair mais compradores e lojistas”, destaca.